Sargento da PM do Amazonas é preso suspeito de movimentar milhões para facção criminosa

Investigação revela que militar operava no “núcleo financeiro” de organização criminosa utilizando criptomoedas e casa de câmbio clandestina para ocultar lucros do tráfico.

Manaus (AM) – Em um desdobramento impactante no combate ao crime organizado no Amazonas, um sargento da Polícia Militar foi preso na quinta-feira (23/4), sob a acusação de atuar como peça-chave na engenharia financeira de uma facção criminosa. O militar é apontado como o operador responsável pela movimentação de quantias milionárias oriundas de atividades ilícitas, como o tráfico de drogas.

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o sargento não atuava apenas na ponta operacional, mas no setor estratégico de lavagem de capitais. O esquema utilizava mecanismos sofisticados para dificultar o rastreamento dos valores pelos órgãos de controle.

As autoridades identificaram que a movimentação dos valores era realizada prioritariamente por meio de criptomoedas, uma tática recorrente para “lavar” o dinheiro e ocultar sua origem criminosa. Para dar suporte às transações, o suspeito contava com o auxílio de um parceiro de negócios e operava uma empresa de fachada que funcionava como casa de câmbio sem autorização do Banco Central.

Operação Foca no “Cofre” da Facção
A prisão do militar é o resultado de uma operação cirúrgica que visa desarticular o núcleo financeiro da organização criminosa. De acordo com os investigadores, este setor é considerado o “pulmão” das atividades ilegais, pois garante a compra de armamentos, logística para o tráfico e o pagamento de propinas.

A investigação aponta que as cifras movimentadas pelo sargento podem chegar à casa dos milhões de reais, levantando um alerta sobre a sofisticação e o poder de infiltração da facção nas instituições de segurança pública do estado.

Desdobramentos e Rigor na Instituição
O sargento foi conduzido para os procedimentos cabíveis e deve ser encaminhado ao Comando de Policiamento Especializado (CPE), onde permanecerá à disposição da Justiça. Além de responder criminalmente na justiça comum, o militar também deve enfrentar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) dentro da Polícia Militar, que pode culminar em sua expulsão da corporação.

A polícia segue em diligências para identificar outros possíveis envolvidos, incluindo outros agentes públicos e empresários que possam ter facilitado a circulação desses valores. A identidade do sargento não foi revelada até o momento para não comprometer o andamento das próximas etapas da operação.

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