Stênio Garcia cobra usufruto em disputa judicial com as filhas

Stênio Garcia

Aos 94 anos, Stênio Garcia voltou a expor publicamente um conflito familiar que também se desenrola nos tribunais. Em um vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira, 15 de outubro, o ator relatou dificuldades para recuperar o direito de usufruto de um imóvel e direcionou cobranças às filhas e à mãe delas. Além disso, relembrou negócios e propriedades que afirma ter adquirido ao longo da vida e questionou a falta de acesso a valores que considera seus por direito.

“E as minhas filhas e a mãe delas não querem me devolver esse direito”, reclamou o artista, ao afirmar que enfrenta o problema desde 2018. De acordo com seu relato, a disputa judicial já dura mais de um ano, período em que tenta reaver o usufruto.

Stênio Garcia relembra patrimônio e negócios da família

Durante o desabafo, o ator argumentou que construiu seu patrimônio com o próprio trabalho. Como exemplo, mencionou três lojas do ramo de confecção que afirma ter dado às filhas, equipadas com máquinas industriais. No entanto, conforme contou, os negócios encerraram as atividades após dez anos.

“Há mais de um ano, tive que entrar na justiça para reaver o meu direito de usufruto que me foi roubado. Infelizmente, mesmo na justiça, as minhas filhas e a mãe delas, não querem devolver o meu direito. Quem trabalhou por toda uma vida, fui eu. Elas só trabalharam, quando dei três lojas, confecção com máquinas industriais e mesmo assim, faliram após 10 anos!”

Além disso, Stênio apresentou um histórico de imóveis que, segundo ele, comprou ou colocou no nome das filhas. Entre os exemplos, citou uma casa em Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, que teria sido vendida para custear um processo movido pela mãe delas em 1994.

O ator também mencionou um apartamento no Leblon, um sítio em Xerém, duas salas comerciais com garagem em Copacabana e uma cobertura na Avenida das Bandeirantes. Segundo sua versão, parte desses bens ficou em nome das filhas, enquanto os rendimentos de aluguéis seriam divididos entre elas e a mãe, sem repasses a ele.

Na mesma publicação, Stênio relatou que comprou um apartamento na Rua Nascimento Silva e distribuiu participações entre as filhas e a mãe delas. Ele afirma ter ficado com 25% do imóvel, mas diz que não consegue acessar a parcela que lhe caberia.

Ator questiona cumprimento de decisão judicial

A cobrança do artista também envolve uma suposta determinação judicial para o depósito de valores. Segundo Stênio, embora já exista uma ordem nesse sentido, o pagamento ainda não teria ocorrido.

“Enfim, além de eu ter 25% da Nascimento Silva e também não ter acesso a minha parte desse bem, cadê o meu usufruto que é um direito inalienável e inafiançável. Elas não respeitam a mim, não respeitam as leis e nem a justiça. Já houve ordem judicial para depósito, mas até agora nada.”

Ao abordar a situação financeira, o ator questionou ainda o fato de contar com a ajuda do sogro, de 99 anos, para pagar o plano de saúde. Assim, reforçou que não pretende obter recursos de terceiros, mas receber aquilo que entende lhe pertencer.

“É justo eu ter plano de saúde pago pelo meu sogro de 99 anos? Eu não quero nada de ninguém,mas preciso do que é meu de direito, sou um idoso de 94 anos e isso tb é crime contra um idoso. Eu pergunto,isso é justo? Se resguardar de usufruto vitalício não vale de nada perante as leis brasileiras? Vale dizer, que esse usufruto é todo meu e não tem nenhuma metade da mãe delas. Aguardo que a justiça faça valer o meu direito. Isso é revoltante demais!”

Até o momento, o relato apresentado pelo ator nas redes sociais expressa a versão dele sobre o conflito. As acusações dirigidas às filhas e à mãe delas, assim como as alegações relativas aos imóveis e às decisões judiciais, não equivalem, por si só, a uma conclusão sobre as responsabilidades de cada parte.



Fonte: O Fuxico

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