Presidente Figueiredo (AM) – A famosa “Terra das Cachoeiras” foi palco de um encontro inusitado e controverso neste domingo (26/01). Uma sucuri-verde de médio porte foi flagrada na Cachoeira da Neblina, um dos destinos turísticos de Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros de Manaus). O vídeo da interação entre um guia e o réptil rapidamente ganhou as redes sociais, dividindo a opinião de internautas sobre os limites do turismo ecológico.
As imagens, publicadas inicialmente pelo perfil “Guia de Turismo Amazonas” no Instagram, mostram a serpente inicialmente camuflada entre galhos e rochas da cachoeira. No entanto, o ponto central do debate ocorre quando o guia turístico Mário Sérgio aparece segurando o animal, mantendo-o próximo aos turistas para observação.
Embora a sucuri parecesse calma no registro, a prática de retirar o animal de seu local de repouso para exibição gerou reações imediatas.
Reações na Web: Fascínio vs. Crítica
A publicação acumulou milhares de visualizações e um intenso debate nos comentários. Muitos usuários questionaram a necessidade de tocar no animal, defendendo que a observação deveria ser feita à distância.
“Só uma dúvida: por que incomodar o animal? Ele está em seu habitat natural. Gosto muito de fazer trilha e ir para o mato, mas isso não é legal”, criticou um internauta.
Outra seguidora demonstrou receio quanto à segurança do roteiro: “Qual o nome dessa cachoeira para não incluir no meu roteiro?”. Por outro lado, houve quem ficasse maravilhado com o realismo das imagens: “Uau! A natureza é uma preciosidade e está aí para quem sabe escutá-la. Quando vi, achei que era IA [Inteligência Artificial]”.
Ética no Turismo de Natureza
O episódio levanta um alerta sobre as normas de manejo de fauna silvestre. Especialistas e órgãos ambientais, como o Ibama e o Ipaam, geralmente recomendam que turistas e guias mantenham distância de animais silvestres para evitar acidentes e não causar estresse desnecessário aos bichos, o que pode alterar seu comportamento alimentar e reprodutivo.
Até o momento, não houve manifestação oficial das autoridades ambientais sobre o caso específico na Cachoeira da Neblina.











