Suspeito de ajudar Ramagem a fugir, empresário preso em Manaus atuava no garimpo ilegal

Celso Rodrigo de Mello, 27, é filho de garimpeiro e já havia sido detido em 2022 por envolvimento na logística de exploração ilegal de ouro na Terra Indígena Yanomami. Prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Manaus (AM) – O empresário Celso Rodrigo de Mello, 27, preso pela Polícia Federal em Manaus no último fim de semana, sob a acusação de auxiliar na fuga do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) para os Estados Unidos, já possuía antecedentes criminais ligados a atividades ilegais na Amazônia.

Celso Rodrigo de Mello havia sido detido anteriormente em novembro de 2022, durante uma operação que investigava a exploração ilegal de ouro na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

Na ocasião, a Polícia Federal o apontou como integrante da logística que dava suporte às atividades clandestinas de garimpo dentro da área indígena protegida, uma das mais afetadas pelo avanço da extração ilegal nos últimos anos.

O empresário é filho do garimpeiro Rodrigo Cataratas, que também é pré-candidato ao Senado por Roraima, e é um dos proprietários da empresa Cataratas Poços Artesianos, administrada em parceria com o pai.

Apoio na Fuga de Ramagem
A prisão mais recente de Celso Mello foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumprida no último sábado (13) em Manaus.

Segundo as investigações, o empresário teria fornecido apoio logístico para que o ex-parlamentar Alexandre Ramagem deixasse o Brasil após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.

O pai do investigado confirmou a prisão e informou, via nota, que a defesa já está adotando todas as medidas legais cabíveis. A família comunicou que não haverá pronunciamentos públicos sobre o caso.

As investigações prosseguem sob responsabilidade da Polícia Federal, que busca identificar a possível participação de outras pessoas na suposta rede de apoio que facilitou a fuga do ex-deputado.

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