Manaus (AM) – Apesar da liberação parcial do tráfego na BR-319, a travessia de carretas ainda não foi liberada, conforme informou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta quinta-feira (5). A restrição permanece nas balsas sobre os rios Autaz-Mirim e Curuçá, que ainda enfrentam limitações operacionais.
Na balsa sobre o rio Autaz-Mirim, localizada no km 24,6 da rodovia, não está sendo permitido o transporte de caminhões. Segundo a PRF, pela manhã, uma fila de 16 veículos pesados se formou no sentido decrescente da rodovia (Manaus–Porto Velho). Já no sentido crescente (Porto Velho–Manaus), não há fila registrada até o momento.
A situação é ainda mais crítica na travessia sobre o rio Curuçá, no km 23,3. A balsa está operando apenas para veículos de pequeno porte, com filas de aproximadamente 15 caminhões em cada sentido da rodovia.
O tráfego de veículos leves foi liberado na tarde de quarta-feira (4), após quatro dias de bloqueio nos quilômetros 23 e 25 da BR-319, causados pelo desabamento de um aterro e uma pane mecânica em um rebocador.
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), as travessias – estruturas provisórias instaladas em 2022 – foram afetadas pelas chuvas intensas e o aumento do volume dos rios.
Para restabelecer o tráfego, o DNIT enviou cargas de brita de Manaus e deu início a obras emergenciais de reforço com pedras rachão nos acessos à ponte do rio Curuçá, com o objetivo de permitir o retorno da circulação de veículos pesados nos próximos dias.
Já no Autaz-Mirim, a paralisação ocorreu após um caminhão forçar a entrada na balsa, rompendo o cabo de tração e causando pane no rebocador. O veículo foi removido e um novo rebocador, mais potente, foi acionado para reposicionar a embarcação.
Durante a interdição, os motoristas foram orientados a utilizar rotas alternativas, como o ramal São José até Iranduba, acessando a AM-352. O trajeto alternativo representa um aumento de cerca de duas horas na viagem entre Careiro e Manaus.
A BR-319 é a única ligação terrestre entre Manaus e Porto Velho, sendo essencial para o escoamento de produtos e a conectividade entre o Amazonas e outras regiões do país.











