Manaus (AM) — A sessão desta terça-feira (24/2) na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) foi marcada por um bate-boca acalorado entre o presidente da Casa, Roberto Cidade (União Brasil), e o deputado Daniel Almeida (Avante). A discussão, que começou durante debates no plenário, terminou em troca de insultos pessoais e elevou a tensão no Parlamento estadual.
Antes do confronto mais direto, Daniel acusou Cidade de omissão em relação a temas que, segundo ele, exigiriam posicionamento firme da presidência da Casa. Entre os pontos citados, o deputado mencionou o episódio das eleições de 2024 em Parintins, quando a casa de uma prima do presidente da Aleam teria sido apontada como local de articulação de uma suposta trama para influenciar ilegalmente o pleito no município.
Cidade reagiu afirmando que o colega seria “descontrolado” e declarou ter “pena” dele. Daniel rebateu: “Descontrolado é quem bate em mulher”.
A temperatura do debate subiu ainda mais quando Cidade explicou que subiu à tribuna para contraditar Daniel, que o teria citado duas vezes no início do discurso. Em seguida, o presidente elevou o tom:
“Me respeite, me respeite, porque você é um moleque. Tu não sabe nem o que tu tá falando. Tu não sabe de nada. Tu é um doente. Vá se tratar, alcoólatra!”, disparou.
Durante o embate, Roberto Cidade também mandou o colega “se tratar de alcoolismo e dependência de drogas”. Daniel Almeida é irmão do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante).
A discussão ocorreu no dia seguinte ao lançamento da pré-candidatura de David Almeida ao Governo do Amazonas. O evento político também foi marcado por repercussões envolvendo o suposto envolvimento da assessora do prefeito, Anabela Cardoso Freitas, com o crime organizado, especificamente com uma das maiores facções criminosas do país, tema que tem gerado desdobramentos e inquietação no meio político municipal.
Nos bastidores, parlamentares avaliam que o confronto desta terça-feira reflete o clima de disputa pela sucessão estadual e indica que o embate político deve se intensificar nas próximas semanas, especialmente diante de investigações e movimentações eleitorais em curso.











