Caracas (VEZ) – Várias explosões foram ouvidas na madrugada deste sábado (3/1) na capital da Venezuela, Caracas, e em estados vizinhos, enquanto o governo do presidente Nicolás Maduro acusou os Estados Unidos de realizarem um ataque militar contra o país.
Moradores relataram pelo menos sete detonações e avistamentos de aeronaves voando em baixa altitude por volta das 2h (hora local, 3h horário de Brasília), em um episódio que gerou pânico nas ruas e apagões em diversas regiões da cidade.
Em comunicado oficial, divulgado pelas autoridades venezuelanas, o governo classificou os acontecimentos como uma “agressão militar extremamente grave” atribuída aos Estados Unidos, afirmando que civis e instalações militares foram alvos das ações. A nota conclamou a população e as forças políticas do país a se mobilizarem contra o que chamou de ataque imperialista.
O presidente Maduro decretou estado de emergência nacional e ordenou a ativação completa dos planos de defesa diante da escalada da crise, enquanto membros do governo apelaram à comunidade internacional por condenação e apoio à Venezuela.
Até o momento, não há confirmação oficial por parte do governo dos Estados Unidos sobre a autoria das explosões ou das ações relatadas, e agências como o Pentágono e a Casa Branca não se pronunciaram publicamente sobre o episódio.
Autoridades de países vizinhos, incluindo o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também se manifestaram, pedindo que organismos internacionais como a ONU se reúnam para avaliar a situação que vem gerando tensão diplomática na região.
A situação segue em evolução, com relatos de impacto sobre a população local e potenciais repercussões geopolíticas nas relações entre Caracas e Washington.











