Ventania gera caos no RJ, deixa mortos e mantém alerta

Fortes rajadas de vento superiores a 100 km/h, provocadas pela chegada de uma frente fria, transformaram a quarta-feira, 29 de julho, em um dia de caos no Rio de Janeiro e em cidades da Região Metropolitana.
Queda de árvore após ventania no RJ

Fortes rajadas de vento superiores a 100 km/h, provocadas pela chegada de uma frente fria, transformaram a quarta-feira, 29 de julho, em um dia de caos no Rio de Janeiro e em cidades da Região Metropolitana. Duas pessoas morreram, atingidas pela queda de um muro em Santa Teresa, conforme informou o Corpo de Bombeiros. Além disso, um pescador desapareceu em Angra dos Reis. A ventania também provocou apagões, interrompeu a circulação de trens e metrô, derrubou árvores e comprometeu o funcionamento de semáforos em diversos pontos da capital.

Os ventos alcançaram 105 km/h na Base Aérea do Galeão, levando a Prefeitura do Rio a decretar Estágio 2 de alerta. Em razão da falta de energia, todas as regiões da capital e municípios da Baixada Fluminense registraram ocorrências de apagão. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), uma subestação foi desligada durante o temporal. Já a Light informou que uma falha externa afetou principalmente a Zona Sul, o Centro e a Tijuca. Com os semáforos apagados, o trânsito ficou ainda mais intenso durante o retorno para casa.

Ventos perdem força, mas alerta permanece

Embora a frente fria avance em direção ao oceano, a previsão indica que as rajadas continuam nesta quinta-feira (30), porém com intensidade menor. As velocidades devem ficar próximas de 50 km/h em áreas de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e no litoral da Região Sul. Enquanto isso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém um alerta de perigo potencial para ventos costeiros até as 23h59, válido para o sul da Bahia, o Espírito Santo e o litoral fluminense, incluindo as Baixadas Litorâneas e o Norte Fluminense.

Segundo o meteorologista César Soares, da Climatempo, o episódio ocorreu devido ao forte contraste entre o ar muito quente e seco que predominava no Sudeste e a massa de ar frio que avançou pelo Sul do país. Esse encontro favoreceu a formação da chamada frente de rajada, responsável pelos ventos extremos que antecederam a chuva. Com a entrada do ar frio e o afastamento da frente fria para o mar, esse contraste diminui e, consequentemente, as rajadas tendem a perder força ao longo das próximas horas.

Apagão, transporte e aeroportos sofreram impactos

Os reflexos da ventania atingiram diversos serviços essenciais. Trens e metrô interromperam temporariamente a circulação por causa da falta de energia, embora a operação tenha sido restabelecida posteriormente. O Aeroporto Santos Dumont suspendeu pousos e decolagens durante o temporal, enquanto o Galeão manteve as operações, mas precisou desviar cinco voos.

Na Ponte Rio-Niterói, a concessionária adotou a operação comboio, com bloqueios temporários conforme a intensidade das rajadas. Além disso, a Prefeitura recomendou que a população evitasse deslocamentos durante o período mais crítico.

Queda de árvores e previsão de chuva

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros registraram 30 ocorrências de queda de árvores, 26 salvamentos de pessoas e quatro desabamentos. Entre os casos, uma funcionária da Fiocruz sofreu ferimentos leves após a queda de uma árvore, enquanto um homem foi socorrido no Centro do Rio sem gravidade.

A ventania começou a perder intensidade por volta das 17h50 de quarta-feira. Ainda assim, a frente fria mantém muitas nuvens e favorece chuva fraca a moderada em pontos do Rio de Janeiro e de São Paulo nesta quinta-feira. As autoridades orientam que a população permaneça atenta, sobretudo em áreas próximas a árvores, postes, placas e estruturas que possam ter sido comprometidas pelo temporal.

Fonte: O Fuxico

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *