VÍDEO: ‘Ambulancha’ do Samu furtada no porto de São Raimundo é encontrada desmantelada e afundada

Embarcação usada para salvar vidas em comunidades ribeirinhas foi ‘depenada’ por criminosos; Semsa aguarda confirmação oficial da carcaça localizada neste sábado (13)

Manaus (AM) – A carcaça de uma embarcação, com fortes indícios de ser a “ambulancha” do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Fluvial) furtada na última terça-feira (9/6), foi localizada completamente desmantelada e parcialmente submersa neste sábado (13/6).

O veículo de resgate, peça fundamental para o atendimento médico em comunidades ribeirinhas e áreas de difícil acesso na região metropolitana, havia sido levado do Porto do São Raimundo, na zona Oeste de Manaus. Até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) trata o caso com cautela e ainda não confirmou oficialmente se a estrutura encontrada pertence, de fato, à frota municipal.

Imagens e vídeos que repercutiram intensamente nas redes sociais neste fim de semana revelam o tamanho do prejuízo: a lancha com os logotipos oficiais do SUS e do Samu aparece virada e afundada em uma área de rio ou igarapé. Os criminosos agiram com o intuito de desmembrar o patrimônio público para o mercado ilegal, deixando a embarcação completamente “depenada” — sem os motores de alta potência, equipamentos médicos de urgência e componentes essenciais de navegação.

O furto, ocorrido por volta das 22h da terça-feira da semana passada, foi minuciosamente planejado para evitar qualquer tipo de alarde, aproveitando-se do fator surpresa na calada da noite.

“Não houve abordagem direta ou violência física contra nenhum servidor que estava de plantão na base. Os criminosos agiram de maneira sorrateira e levaram a embarcação sem que a equipe notasse a ação no momento” — Nagib Salem, secretário municipal de saúde.

Investigações e Impacto
A perda do modal fluvial compromete temporariamente a agilidade do Samu em prestar socorro a chamados de emergência vindos das calhas de rios próximas a Manaus. As polícias Civil e Militar do Amazonas realizam diligências para tentar rastrear o local exato onde o vídeo foi gravado, recuperar os equipamentos médicos levados e identificar os autores do crime que afeta diretamente a saúde das populações tradicionais da Amazônia.

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