VÍDEO: Disparo acidental em guarita de condomínio em Manaus expõe crise administrativa e insegurança

Incidente no Residencial Jardim Encontro das Águas ocorreu após troca conturbada de empresa de segurança; moradores denunciam despreparo de profissionais e contestam legalidade da nova gestão.

Manaus (AM) – O clima de tensão no Residencial Jardim Encontro das Águas, localizado no bairro Dom Pedro, zona Oeste de Manaus, atingiu um ponto crítico no último domingo (18/01). Um disparo de arma de fogo dentro da guarita principal do condomínio quase terminou em tragédia, acirrando uma disputa interna pelo controle administrativo que já se arrasta há dias. Por pouco, o projétil não atingiu uma pessoa que passava pela portaria.

De acordo com relatos de moradores e imagens do sistema de monitoramento interno, o tiro partiu da arma de um vigilante recém-contratado. As gravações mostram o momento em que o armamento cai de um suporte dentro da cabine e dispara ao atingir o chão.

Dois vigilantes estavam de serviço no momento. O projétil passou a poucos centímetros de uma pessoa que estava próxima à guarita. Apesar do susto e do pânico gerado entre os residentes, ninguém ficou ferido. Para os condôminos, o episódio é o resultado direto de “improviso e falta de preparo técnico”.

“Guerra” pela Gestão
O disparo ocorre em um cenário de forte instabilidade administrativa. A crise teve início após um grupo de moradores inadimplentes assumir o controle do residencial, destituir a síndica e rescindir o contrato com a antiga empresa de vigilância.

A nova equipe de segurança foi contratada recentemente por essa comissão gestora, decisão que é duramente questionada por parte dos moradores. Denúncias de falhas operacionais, ausência de protocolos básicos e o próprio acidente com a arma reforçam a percepção de que a troca foi precipitada e sem o devido critério técnico.

Assembleia sob Suspeita
A legitimidade da atual gestão também está no centro do conflito. Moradores alegam que o grupo assumiu o poder por meio de uma assembleia considerada ilegal, que não teria respeitado as normas da convenção do condomínio, como prazos de convocação; quórum mínimo necessário; e critérios formais de votação.

Além disso, os opositores ao movimento afirmam que a síndica foi afastada sem a apresentação de provas ou documentos que comprovassem as acusações de má gestão feitas contra ela.

Insegurança Jurídica e Física
Enquanto a disputa jurídica não se resolve, o sentimento no Jardim Encontro das Águas é de vulnerabilidade. O disparo acidental serviu como um alerta vermelho para as famílias, que agora temem não apenas pela gestão financeira do condomínio, mas pela integridade física de quem circula pelas áreas comuns. O caso deve ser levado às autoridades policiais para apuração sobre a regularidade da empresa de segurança e do porte de arma dos profissionais envolvidos.

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