Boa Vista do Ramos (AM) – A manhã desta quinta-feira (22/1) foi marcada por cenas de violência e baixaria no cenário político de Boa Vista do Ramos (a 271 quilômetros de Manaus). O que deveria ser um rito administrativo de rotina transformou-se em uma briga generalizada entre o prefeito Jarlem CB (PSD) e o presidente da Câmara Municipal, Augustinho Azevedo (Republicanos), dentro da sede do Poder Executivo.
De acordo com o relato do prefeito Jarlem CB, o conflito teve início quando ele compareceu ao prédio da Prefeitura para reassumir oficialmente o comando do município. Durante sua ausência recente, o cargo de prefeito em exercício estava sendo ocupado por Augustinho Azevedo.
O reencontro entre os dois líderes políticos, que já vinham de um clima de tensão, rapidamente descambou para um bate-boca acalorado. Em poucos minutos, a discussão verbal evoluiu para agressões físicas, incluindo empurra-empurra, tapas e socos, diante de servidores e cidadãos que aguardavam atendimento.
O tumulto paralisou completamente as atividades na sede da Prefeitura. Servidores assustados tentaram intervir para separar os políticos, mas a confusão só foi controlada com a chegada das autoridades policiais.
Diante da gravidade da briga em um prédio público, ambos foram detidos e conduzidos à Delegacia de Polícia de Boa Vista do Ramos. Na unidade policial, os dois prestaram depoimentos sobre o ocorrido e registraram suas versões do incidente.
“Inaceitável”, afirma Prefeito
Após ser liberado, o prefeito Jarlem CB se manifestou publicamente sobre o caso. Ele classificou a postura do presidente da Câmara como uma afronta à instituição.
“O que aconteceu hoje é inaceitável. Atitudes desse tipo ferem o decoro, o respeito à coisa pública e, acima de tudo, a imagem do nosso município perante o estado. A prefeitura é um lugar de trabalho, não de violência”, declarou o chefe do Executivo.
Próximos passos
Até o momento, a assessoria do presidente da Câmara, Augustinho Azevedo, não emitiu uma nota oficial detalhando a sua versão do confronto. O caso agora deve ser levado ao âmbito jurídico e pode gerar desdobramentos na própria Câmara Municipal, com possíveis pedidos de abertura de comissão de ética por quebra de decoro parlamentar para ambos os lados.










