Manaus (AM) – Estudantes da rede estadual de ensino ocuparam a galeria da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quinta-feira (5/11), para cobrar o restabelecimento do Passe Livre Estudantil em Manaus. A manifestação ocorre um dia após a Justiça determinar, em decisão liminar, que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) retome as recargas e a validade do benefício no prazo de 24 horas, contado a partir da intimação.
Mesmo com a decisão judicial, os estudantes afirmam que continuam enfrentando dificuldades para utilizar o passe nas catracas dos ônibus. Alguns relataram que o sistema apresenta a mensagem de cartão ou aplicativo cancelado, obrigando os alunos a pagar a passagem ou buscar outras formas de deslocamento.
A mobilização começou na quarta-feira (4/11), com o acampamento de estudantes na área externa da Assembleia. Nesta quinta, o grupo levou a manifestação para a galeria do plenário e cobrou dos deputados estaduais providências para garantir o cumprimento da decisão e a retomada efetiva da gratuidade.
Representantes do movimento estudantil também reivindicaram participação nas negociações sobre o benefício. Segundo os estudantes, mais de 30 mil alunos são afetados pela suspensão, que ocorre às vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para domingo (8/11).
Decisão judicial
A liminar foi concedida na quarta-feira, pela 1ª Vara da Fazenda Pública de Manaus, após ação da Defensoria Pública do Amazonas. A determinação estabelece o restabelecimento do sistema de recargas e do Passe Livre em toda a rede de transporte coletivo da capital, com multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 1 milhão.
Em manifestação divulgada nesta quinta-feira, o Sinetram afirmou que a liberação de novos créditos depende do recebimento dos valores correspondentes e que aguarda providências dos órgãos públicos para cumprir a decisão. O sindicato aponta pendências financeiras relacionadas ao custeio do benefício. O Governo do Amazonas, por sua vez, afirma que os pagamentos referentes a 2026 estão regularizados e contesta cobranças relativas a períodos anteriores.
Enquanto o impasse entre os órgãos públicos e as empresas de transporte continua, os estudantes cobram que a disputa financeira não impeça o acesso às escolas e que a determinação judicial seja cumprida.








