Manaus (AM) – Um homem de 34 anos foi preso pela Polícia Civil do Amazonas nesta quinta-feira (26), investigado por armazenamento de material pornográfico infantil. O suspeito, que trabalhava na área administrativa de um hospital privado em Manaus, foi descoberto por colegas de trabalho após cometer um descuido ao encerrar seu turno de plantão.
O caso foi conduzido pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), que iniciou as investigações a partir da denúncia feita pela própria administração da unidade de saúde.
O crime veio à tona durante a troca de turno no hospital. De acordo com a delegada Mayara Magna, titular da Depca, o homem esqueceu sua conta do Google vinculada ao navegador da recepção. Quando os funcionários da manhã iniciaram as atividades, depararam-se com uma galeria repleta de fotos e vídeos de conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes.
“Ele trabalhava atendendo as pessoas e, quando os colegas chegaram para o plantão seguinte, a conta estava aberta. Ao abrirem o navegador, as imagens já estavam visíveis. O material deixou a equipe em choque”, relatou a delegada.
A gravidade do crime aumentou quando a polícia identificou, em meio ao vasto material armazenado, fotos da própria filha do suspeito, uma adolescente de 13 anos que não morava com ele.
Em depoimento, o homem tentou justificar a posse das imagens da filha, alegando que teria “encontrado” o material e o transferido para sua conta para posteriormente mostrar à mãe da menina. A versão foi prontamente descartada pelos investigadores. A polícia agora apura se, além do armazenamento, a adolescente também foi vítima de estupro.
O suspeito foi localizado e preso no conjunto Viver Melhor, bairro Cidade de Deus, zona Norte da capital. Ele confessou participar de grupos de mensagens destinados ao compartilhamento desse tipo de conteúdo.
Durante a ação, a polícia apreendeu dois celulares, um pessoal do suspeito e outro da mãe dele, que ele admitiu utilizar para acessar e ocultar os arquivos ilícitos.
Próximos Passos
O homem permanece à disposição da Justiça e responderá pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As investigações prosseguem sob sigilo absoluto para resguardar a integridade da adolescente e identificar outros possíveis envolvidos nos grupos de compartilhamento mencionados pelo detido.











