Manacapuru (AM) – Na comunidade Canabuoca II, na zona rural de Manacapuru, neste fim de semana. O que começou como uma discussão entre vizinhos evoluiu para uma tragédia, com um trabalhador rural teve a mão decepada a golpes de terçado e o agressor acabou baleado durante a confusão.
De acordo com relatos de familiares e testemunhas, o agressor, apontado por populares como usuário de entorpecentes, invadiu o terreno da vítima armado com um terçado. Durante o embate, ele desferiu um golpe certeiro que decepou a mão do vizinho, causando pânico entre os presentes.
Ao presenciar o pai sendo mutilado, o filho da vítima reagiu imediatamente. Utilizando uma arma de fogo, ele efetuou um disparo que atingiu a perna do agressor. Mesmo ferido, o homem conseguiu fugir e buscou abrigo na casa de parentes nas proximidades.
Em um vídeo gravado logo após o incidente, o filho justificou a ação: “Eu agi em legítima defesa, ele quase matou o meu pai. Dei um tiro para parar esse homem que atacou um cidadão de bem e trabalhador. Olha o que ele fez com o meu pai”, desabafou, mostrando a gravidade do ferimento do genitor.
Socorro Médico e Possibilidade de Reimplante
Ambos os envolvidos foram socorridos e encaminhados para a unidade hospitalar de Manacapuru. Devido à gravidade da lesão, a vítima da mutilação foi preparada para uma transferência de emergência, onde equipes cirúrgicas avaliarão a viabilidade de um reimplante do membro.
O estado de saúde do agressor baleado é considerado estável, mas ele permanece sob custódia para prestar esclarecimentos assim que receber alta.
Investigação Policial
A Polícia Civil do Amazonas, por meio da delegacia do município, já iniciou as investigações para apurar as circunstâncias exatas da briga. Serão analisadas as alegações de legítima defesa por parte do filho, a procedência da arma utilizada e o histórico de conflitos entre as famílias.
O agressor do terçado poderá responder por tentativa de homicídio ou lesão corporal gravíssima, enquanto a conduta do filho será avaliada sob a ótica da excludente de ilicitude por defesa de terceiro.











