Humaitá (AM) – Um trágico acidente foi registrado no início da tarde desta terça-feira (15), na rodovia BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). Um homem, ainda não identificado, morreu após o carro que conduzia sair da pista e despencar da ponte sobre o Igarapé Pião.
De acordo com informações preliminares, o veículo, cujo modelo e placa não foram divulgados, ficou desgovernado durante a travessia da ponte, caiu de forma violenta e parou com as rodas para cima. As imagens, registradas por outro motorista que passava pelo local, mostram o carro parcialmente submerso e populares tentando prestar socorro.
O corpo da vítima foi retirado do veículo por moradores e motoristas que passavam pela estrada e colocado no acostamento da rodovia. Equipes do Corpo de Bombeiros, Instituto Médico Legal (IML) e da Perícia Criminal foram acionadas para atender a ocorrência.
Segundo testemunhas, a visibilidade no trecho da BR-319 estava extremamente comprometida devido ao excesso de poeira levantada pelo vento, um problema recorrente durante o período de seca. Essa condição pode ter sido um fator determinante para que o motorista perdesse o controle do carro.
O corpo foi encaminhado para o IML em Manaus por volta das 14h, mas até as 15h de ontem a identidade da vítima ainda não havia sido confirmada pelas autoridades.
A Polícia Rodoviária Federal deve instaurar procedimento para apurar as circunstâncias exatas do acidente que aconteceu no mesmo dia em que a Ministra Marina Silva anunciou um acordo para asfaltamento da rodovia.
Marina anuncia estudo na 319
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou nesta terça-feira (15), a criação de uma comissão interministerial para conduzir uma avaliação ambiental estratégica voltada à recuperação da BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, a Porto Velho, em Rondônia.
A iniciativa reunirá o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Ministério dos Transportes, com coordenação geral da Casa Civil da Presidência da República. A coordenação executiva ficará a cargo do Ministério do Meio Ambiente e atuará em duas frentes principais.
A primeira envolve a realização de uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) para toda a área de influência da rodovia, com o objetivo de garantir que as decisões sobre a obra sejam tomadas com base em estudos técnicos, respeitando os limites ambientais da região e evitando impactos negativos na Amazônia, especialmente no regime de chuvas, fortemente influenciado pelas áreas de floresta.
A segunda frente trata da criação de um modelo de governança para a área de abrangência da estrada, que compreende uma faixa de 100 quilômetros — 50 km de cada lado da BR-319. Essa região cobre aproximadamente 42 milhões de hectares, incluindo terras indígenas, unidades de conservação e áreas ainda sem destinação definida.
Segundo a ministra, a proposta é assegurar a proteção das áreas sensíveis e, ao mesmo tempo, promover um ordenamento territorial, destinando as terras não definidas para fins de conservação, uso sustentável ou reconhecimento de territórios indígenas.












