Manaus (AM) – Após mais de um mês foragida, Ingrid Souza da Silva, 25, foi localizada e presa na última sexta-feira (1º/8), em uma residência no bairro União da Vitória, zona Oeste de Manaus. Segundo a polícia, o imóvel pertence a um conhecido traficante da região, que teria dado abrigo à mulher após ela matar o ex-marido, Bruno Oliveira de Lima, 30, com um punhal.
O crime ocorreu no dia 15 de junho, no município de Manacapuru, interior do Amazonas. Na ocasião, Ingrid, armada com um punhal, teria desferido um golpe fatal contra Bruno na frente dos filhos do casal e do sogro, após uma discussão por causa da guarda das crianças.
Conforme o delegado John Castilho, titular da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru, o casal já vinha travando conflitos constantes em razão da guarda dos filhos. No dia do crime, Ingrid teria saído para consumir bebida alcoólica e deixado os filhos sozinhos. Ao ser informado da situação, Bruno localizou as crianças na rua e as levou para a casa do pai, onde morava.
Cerca de 30 minutos depois, Ingrid apareceu no endereço exigindo as crianças de volta. O clima se exaltou, e durante o desentendimento, ela atingiu o ex-companheiro no peito com um punhal. Bruno chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
O que agrava ainda mais o caso, segundo o delegado, é que Ingrid estava em prisão domiciliar no momento do crime. Em maio deste ano, ela foi presa em flagrante no município de Coari, transportando aproximadamente quatro quilos de entorpecentes. Apesar da restrição judicial, ela violou a medida e fugiu após o homicídio.
Durante as investigações, a polícia descobriu que Ingrid estava sendo protegida por integrantes de uma organização criminosa. “Ela foi acolhida por um traficante da zona Oeste, o mesmo que ofereceu abrigo para que ela se escondesse em Manaus após o crime”, destacou o delegado Castilho.
Além da acusação de homicídio qualificado, Ingrid é investigada por possível ligação com uma facção criminosa, que teria facilitado sua fuga de Manacapuru e permanência escondida na capital.
Com a prisão preventiva já decretada, Ingrid foi conduzida ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto responde pelas acusações. O caso segue em investigação.











