VÍDEO: Trio ligado a líder pedófilo é acusado de estupro, exploração sexual e pornografia infantil em Manaus

Ações da Polícia Civil desarticularam esquema de exploração sexual e pornografia infantil, com suspeitos que atuavam em bairros da capital.

Manaus (AM) – Em uma ação que intensifica o combate à exploração sexual infantil, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu três homens, terça-feira (15/7), em Manaus. As detenções marcam a segunda fase da Operação Mateus 7:15 e ocorreram nos bairros da Paz, Cidade Nova e Compensa. Os suspeitos são acusados de crimes graves, como estupro de vulnerável, favorecimento à exploração sexual de crianças e adolescentes e disseminação de pornografia infantil, e têm ligação direta com um líder religioso pedófilo preso em março deste ano.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), aprofundou as apurações iniciadas meses atrás, revelando que os três novos presos faziam parte de um esquema criminoso de troca de conteúdo pornográfico e incentivo à exploração sexual.

A delegada Maiara Azevedo, da Depca, destacou a gravidade do caso. “As investigações da Polícia Civil só terminam quando não há mais nada a ser apurado. Encontramos indícios que nos levaram a esta nova operação, que resultou na prisão desses três homens que usufruíam da pornografia infantil armazenada pelo líder religioso e favoreciam a exploração sexual”, declarou. A delegada ainda ressaltou que há fortes indícios de que os suspeitos cometeram estupro contra uma criança de 10 anos.

Perfis dos suspeitos
A delegada detalhou os perfis e as acusações contra os presos, evidenciando a diversidade e a insidiosidade do esquema. Um dos detidos, um homem de 46 anos e pai de dois filhos, iniciou contato com o líder religioso pelas redes sociais. As investigações indicam que ele não só trocava mensagens com o pastor, mas também teria enviado fotos dos próprios filhos para o criminoso. Ele é acusado de ter permitido que as vítimas ficassem a sós com o líder, período em que um adolescente de 12 anos teria sido aliciado. A delegada informou que ele poderá responder por favorecimento à exploração sexual e estupro de vulnerável.

O segundo preso de 39 anos, que trabalha como porteiro em uma escola e motorista de aplicativo, é acusado de atuar como recrutador de crianças para o líder religioso. A delegada classificou o fato de ele ser porteiro de uma instituição de ensino como “muito grave”, devido à sua posição de acesso a menores. Ele vai responder por armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil.

Já o terceiro suspeito é acusado de crimes ainda mais chocantes. Em mensagens trocadas com o pastor, ele teria admitido ter cometido estupro contra uma criança de 10 anos e contra um adolescente de 13 anos. Ele deverá responder por estupro de vulnerável e armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil.

A delegada explicou que a forma de recrutamento da rede era aleatória e estratégica. O líder religioso se aproveitava de contatos cotidianos para identificar vulnerabilidades e expandir sua rede de exploração, pedindo telefones de crianças, principalmente do sexo masculino, para cometer novos abusos.

A continuidade da Operação Mateus 7:15 reforça o compromisso das autoridades em combater a exploração sexual de crianças e adolescentes. As prisões representam um passo crucial na desarticulação de uma rede que se aproveitava da inocência e da vulnerabilidade de menores.

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