VÍDEOS: Foguetório termina em confronto e tiroteio entre membros do CV e a PM na Compensa, em Manaus

Nota de pesar e foguetório em Manaus provocam confronto com a polícia; helicópteros sobrevoaram a capital para conter atos em alusão aos criminosos mortos durante a operação no Rio de Janeiro.

Manaus (AM) – O clima de tensão tomou conta de Manaus na noite de quarta-feira (29/10), após uma tentativa do Comando Vermelho do Amazonas (CV-AM) de homenagear 11 integrantes da facção mortos na Operação Contenção, no Rio de Janeiro. O que começou como uma ação simbólica — com nota de pesar e um foguetório planejado em vários bairros da cidade — acabou em tiroteio e confronto direto com a polícia.

Na nota, o CV-AM se referiu aos mortos como “guerreiros” e afirmou que eles “morreram lutando”, pedindo que “Deus os receba no Céu”. A publicação acendeu o alerta das forças de segurança, que identificaram movimentações da facção e organização de foguetórios em homenagem aos criminosos.

Com a informação confirmada, a Polícia Militar montou uma operação emergencial. Helicópteros sobrevoaram a cidade e equipes de patrulhamento reforçado foram enviadas para conter os atos de apologia ao crime, principalmente nas zonas Oeste e Norte da capital.

A tensão explodiu no bairro Compensa, quando policiais interceptaram um grupo armado que preparava o disparo de fogos. Houve intensa troca de tiros. Duas pessoas foram baleadas e socorridas ao SPA Joventina Dias. Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.

Moradores relataram pânico e correria durante o confronto. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o som de disparos e a movimentação de viaturas em diferentes áreas da cidade.

A resposta policial teve como objetivo evitar uma possível onda de ataques ou represálias após as homenagens promovidas pela facção. As autoridades estaduais mantêm o estado de alerta máximo, temendo novos episódios de violência nos próximos dias.

A Operação Contenção, deflagrada no Rio de Janeiro na terça-feira (28), é considerada a mais letal da história do estado, com 132 mortos, incluindo quatro policiais, além de 81 presos e 100 fuzis apreendidos. Entre os mortos, estavam 11 amazonenses identificados como Cabeça, Gringo, Soldado, Alê, Macaco, Dimas, Lukinhas, Ademar, Neném, Jamantinha e Da Bahia, apontados como integrantes do Comando Vermelho do Amazonas.

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