Adolescente é apreendido por feminicídio de mulher grávida em comunidade indígena no Amazonas

Benjamin Constant (AM) – A Polícia Civil do Amazonas efetuou a apreensão de um adolescente de 16 anos, suspeito de envolvimento na morte de uma mulher de 30 anos na comunidade indígena Bom Caminho, zona rural de Benjamin Constant.

Benjamin Constant (AM) – A Polícia Civil do Amazonas efetuou a apreensão de um adolescente de 16 anos, suspeito de envolvimento na morte de uma mulher de 30 anos na comunidade indígena Bom Caminho, zona rural de Benjamin Constant. O caso, que chocou a região, passou a ser investigado como feminicídio após novos laudos periciais revelarem que a vítima estava grávida.

O corpo foi localizado no último dia 27 de abril por pescadores locais, em um igarapé de difícil acesso. A vítima estava despida, o que motivou uma investigação minuciosa por parte das autoridades para apurar o contexto da violência.

De acordo com o delegado Rafael Bruno, testemunhas foram cruciais para chegar ao suspeito. Relatos indicam que a mulher foi vista pela última vez na noite anterior ao crime, caminhando em direção à sua residência acompanhada pelo adolescente agora apreendido.

“Os depoimentos foram fundamentais para reconstituir os últimos momentos da vítima e concentrar os esforços na identificação do jovem como principal autor”, pontuou o delegado.

Agravantes e Perícia
Exames de necropsia trouxeram detalhes que agravaram a tipificação do crime. A vítima estava grávida de quatro a cinco meses. Foram constatados sinais de agressões desferidas mesmo após o óbito. A polícia acredita que o ataque ocorreu durante a travessia de um igarapé, onde a vítima foi rendida e morta.

Diante da condição de vulnerabilidade da mulher e da natureza do crime, a Polícia Civil enquadrou o ato como análogo ao feminicídio.

Procedimentos Judiciais
O mandado de apreensão foi cumprido na própria comunidade Bom Caminho, com o apoio da Guarda Civil Municipal. O adolescente responderá por ato infracional e deve ser transferido para uma unidade de internação em Manaus, onde ficará à disposição da Justiça.

As autoridades continuam as diligências para esclarecer se houve a participação de outras pessoas na ação. O crime gerou forte comoção no Alto Solimões, reforçando o alerta para a violência contra a mulher em áreas remotas e comunidades tradicionais do estado.

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