Tabatinga (AM) – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) confirmou, nesta quinta-feira (10/9), três casos importados de sarampo no município de Tabatinga (a 1.108 quilômetros de Manaus). Localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, a cidade é ponto de intensa movimentação migratória, o que acendeu o sinal de alerta das autoridades sanitárias regionais.
Os diagnósticos positivos atingem duas crianças, de 1 e 8 anos, e uma mulher de 24 anos, todos de nacionalidade peruana. A confirmação ocorreu após análises laboratoriais efetuadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM). A FVS-RCP emitiu o Alerta Epidemiológico nº 02/2026 e monitora outros dois casos suspeitos sob investigação em Tabatinga e Carauari.
Ações de Imunização e Barreira Sanitária
A confirmação reacende a urgência do bloqueio vacinal em municípios fronteiriços para evitar o reingresso e a circulação sustentada do vírus em território nacional. Apesar dos registros, os índices de imunização com a primeira dose (D1) da vacina tríplice viral na calha do Alto Solimões apresentam patamares elevados em 2026: Atalaia do Norte lidera com 109%, seguida por Benjamin Constant (104%) e Tabatinga (101%).
A tríplice viral, que garante proteção contra sarampo, caxumba e rubéola, segue disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde. A orientação do órgão de saúde é para que moradores e viajantes façam a conferência da caderneta de vacinação e procurem os postos para a atualização das doses em atraso.
Sintomas e Recomendações à População
A FVS-RCP orienta que os serviços de saúde locais fiquem atentos a doentes que apresentem quadro febril acompanhado de manchas avermelhadas na pele (exantema), tosse, coriza e conjuntivite.
Ao apresentar os sintomas, o paciente deve procurar imediatamente atendimento médico e relatar histórico de viagens recentes ou contato com indivíduos oriundos de áreas de risco. As autoridades ressaltam que não há motivo para pânico, mas reforçam que a vacinação contínua é a principal garantia contra a proliferação da doença na região amazônica.








