Amazonas atinge menor número de casos de malária desde 2016 com queda de 29% nas infecções

FVS-RCP apresenta recuo histórico e novas tecnologias terapêuticas em encontro da Opas no Dia da Malária nas Américas.
Foto: Divulgação

Manaus (AM) – O Estado do Amazonas alcançou o maior recuo no número de casos de malária da última década. Entre janeiro e outubro de 2026, foram notificados 38.149 casos da doença na rede de saúde — uma queda de 29% em relação ao mesmo período de 2025. O dado preliminar, consolidado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), representa a menor cifra registrada para o intervalo desde 2016.

O marco epidemiológico ganhou visibilidade nesta sexta-feira (6), data em que se alusiona o Dia da Malária nas Américas e encerram-se os trabalhos da Reunião Regional sobre Eliminação da Malária nas Américas, promovida pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília.

“O homem e a mulher ribeirinhos convivem há muitos anos com a malária e conhecem de perto os desafios que essa doença representa. Fico muito feliz em ver que estamos avançando no enfrentamento da doença, com uma redução histórica nos casos. Esse resultado é fruto de um trabalho sério dos nossos agentes de endemias na linha de frente”, destacou o governador Roberto Cidade.

Inovação Terapêutica e Avanço da Tafenoquina
Durante o evento internacional promovido pela Opas, a FVS-RCP compartilhou os resultados obtidos com a introdução de novas tecnologias na malha de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no interior do estado.

Segundo a gerente de Malária da FVS-RCP, Myrna Barata, a incorporação da tafenoquina — medicamento administrado em dose única contra o Plasmodium vivax — já alcança 33 municípios amazonenses no atendimento a pacientes adultos. A versão pediátrica do fármaco expandiu-se para 27 municípios, somando 14.813 pessoas tratadas com o protocolo acelerado.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, apontou que a inovação aliada à atuação integrada com as secretarias municipais de saúde tem sido decisiva para contornar as barreiras geográficas da região e assegurar a adesão completa ao tratamento.

Ações Preventivas Mantidas
Apesar dos indicadores estatísticos favoráveis, as autoridades sanitárias alertam que a busca por diagnóstico precoce e a manutenção de medidas de proteção individual devem continuar intensas em todas as calhas dos rios.

O diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueiredo, ressaltou que a população precisa procurar imediatamente a unidade de saúde ou o posto de testagem ao constatar os primeiros sintomas típicos, como febre alta, calafrios e dores corporais, garantindo a interrupção da cadeia de transmissão do parasita.

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