Defesa Civil orienta famílias a manter estoque de alimentos e água para 72 horas; veja os motivos

Recomendação é preparar um kit de emergência para garantir as necessidades básicas durante três dias em situações de desastre. No Amazonas, estiagem, queimadas, dificuldades de transporte e risco de interrupção de serviços essenciais reforçam a importância da prevenção.

Manaus (AM) – A Defesa Civil Nacional orientou a população brasileira a manter em casa um kit de emergência com alimentos, água e outros produtos essenciais para atender às necessidades da família por até 72 horas, o equivalente a três dias. A recomendação, divulgada na sexta-feira (6/11), busca preparar os moradores para situações de emergência em que o atendimento das equipes de socorro possa demorar a chegar.

A orientação tem caráter preventivo e não significa que uma catástrofe esteja prevista para os próximos dias. O objetivo é garantir que as famílias tenham condições de enfrentar os primeiros momentos de uma ocorrência que possa comprometer o abastecimento, o transporte e o funcionamento de serviços essenciais.

Entre os itens recomendados estão água potável, alimentos não perecíveis, medicamentos de uso contínuo, materiais de primeiros socorros, lanternas, pilhas, rádio portátil e carregador de celular. Documentos pessoais e dinheiro também devem ser guardados em embalagens impermeáveis.

Por que a recomendação é para 72 horas?

O período de três dias funciona como uma margem de segurança para situações em que enchentes, deslizamentos, alagamentos ou outros desastres dificultem o acesso das equipes de emergência. Ruas e estradas podem ficar bloqueadas, o fornecimento de energia e água pode ser interrompido e o abastecimento de produtos pode sofrer atrasos.

A reserva permite que as famílias tenham autonomia enquanto o socorro é organizado e os serviços essenciais são restabelecidos.

Reflexos no Amazonas
No Amazonas, a recomendação ganha importância diante dos desafios climáticos e geográficos do estado. Boletim divulgado nesta sexta-feira (6/11) aponta que 47 municípios estão em situação de emergência por causa da estiagem e outros 15 permanecem em alerta. Ao todo, 160.240 famílias são afetadas.

A redução do nível dos rios dificulta o transporte fluvial, o acesso às comunidades e a distribuição de alimentos, água potável, medicamentos e combustíveis. Esse cenário pode provocar atrasos no abastecimento, aumento dos custos de transporte e encarecimento de produtos, principalmente nos municípios mais isolados.

As queimadas também agravam a situação, com impactos na qualidade do ar e na saúde da população. Em Parintins, por exemplo, a qualidade do ar chegou à classificação péssima, segundo o monitoramento da Defesa Civil.

O que deve ter no kit de emergência?
A recomendação é adaptar a quantidade de produtos ao número de moradores da residência.

  • Água potável: pelo menos dois litros por pessoa ao dia, totalizando seis litros por pessoa para 72 horas.
  • Alimentos não perecíveis e de fácil consumo.
  • Medicamentos de uso contínuo.
  • Materiais de primeiros socorros.
  • Lanterna, pilhas e rádio portátil.
  • Carregador portátil para celular.
  • Produtos de higiene pessoal.
  • Documentos pessoais e dinheiro em espécie, protegidos da água.

Famílias com crianças, idosos, pessoas com deficiência e animais de estimação também devem incluir itens específicos para suas necessidades.

A orientação é organizar os suprimentos gradualmente, verificar os prazos de validade e acompanhar os comunicados oficiais da Defesa Civil.

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