Manaus (AM) – Chegou ao fim nesta quinta-feira (14) uma das disputas mais aguardadas da advocacia amazonense. Após um dia intenso de votação na capital e no interior, a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas definiu os seis nomes que irão compor a Lista Sêxtupla do Quinto Constitucional para a vaga de desembargador no Tribunal de Justiça do Amazonas.
A votação movimentou a Arena da Amazônia, em Manaus, além das subseções de Itacoatiara, Parintins, Manacapuru, Alto Solimões, Tefé e dos pontos de votação instalados em Apuí e Humaitá. Utilizando urnas eletrônicas cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, advogados e advogadas participaram da escolha que irá definir quem ocupará uma cadeira no Judiciário amazonense representando a classe da advocacia.
Ao final da apuração, a advogada Giselle Falcone Medina apareceu como a mulher mais votada, somando 2.184 votos. Na sequência ficaram Grace Benayon, com 1.293 votos, e Carmem Romero, que conquistou 1.207 votos.
Entre os homens, o mais votado foi Marco Aurélio Choy, com 1.914 votos. Também garantiram vaga na Lista Sêxtupla Carlos Alberto, que recebeu 1.460 votos, e Aniello Aufiero, com 1.398 votos.
O processo eleitoral seguiu as regras do Quinto Constitucional, mecanismo previsto na Constituição Federal que reserva parte das vagas dos tribunais brasileiros para representantes da advocacia e do Ministério Público, permitindo que profissionais fora da magistratura de carreira integrem o Judiciário.
Durante a votação, cada profissional apto pôde escolher até três candidatos homens e três candidatas mulheres. Os três mais votados de cada grupo garantiram lugar na Lista Sêxtupla, encerrando uma disputa marcada por intensa mobilização da advocacia amazonense.
Agora, a próxima etapa será conduzida pelo Tribunal de Justiça do Amazonas, que ficará responsável por reduzir os seis nomes para uma lista tríplice. Em seguida, caberá ao governador do Amazonas, Roberto Cidade, realizar a escolha final do novo desembargador ou desembargadora que representará a advocacia no TJAM. Até o momento, não há prazo definido para a decisão.










