Cabo da PM é preso suspeito de gerenciar prostíbulo e explorar adolescentes em Manaus

Manaus (AM) – Em uma ação de combate à exploração infantojuvenil, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), prendeu preventivamente, na segunda-feira (22/6), um cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).

Manaus (AM) – Em uma ação de combate à exploração infantojuvenil, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), prendeu preventivamente, na segunda-feira (22/6), um cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). Ele é apontado como o gerente de uma casa de prostituição no bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus, onde adolescentes de 15 e 17 anos, vindas do município de Itacoatiara, eram exploradas sexualmente.

As investigações começaram após a Ronda Maria da Penha receber uma denúncia formalizada por uma Organização Não Governamental (ONG). A entidade indicava que uma jovem de 15 anos, que estava desaparecida e vinha sendo procurada pela família desde o dia 1º de junho, estava sendo mantida no endereço.

Ao entrarem no imóvel, que estava alugado diretamente no nome do policial militar, os agentes confirmaram que o local funcionava como um esquema estruturado para a exploração das adolescentes e de outras mulheres.

Monitoramento e contabilidade do crime
De acordo com a delegada Mayara Magna, titular da Depca, o cabo da PM gerenciava o esquema de forma rigorosa e tecnológica. Ele utilizava um site específico na internet para divulgar os serviços de programa sexual das vítimas e acompanhava toda a movimentação do casarão em tempo real, utilizando um sistema de câmeras internas de segurança.

Durante a busca e apreensão no local, os policiais civis encontraram um caderno de contabilidade com anotações detalhadas dos valores cobrados pelas sessões, que podiam ser pagas em dinheiro em espécie ou via Pix.

Taxação das Vítimas: Conforme apontado pelas investigações da especializada, o militar fixava o valor dos programas sexuais em cerca de R$ 150 por atendimento, controlando o fluxo financeiro gerado pelas vítimas.

Afastamento e risco de expulsão
Até o momento da prisão, o cabo exercia funções de caráter administrativo no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) da Polícia Militar. Diante da gravidade dos fatos, o comando da corporação determinou o afastamento imediato do servidor de suas funções públicas.

O militar foi conduzido ao sistema prisional e responderá formalmente a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O procedimento interno tem um prazo inicial de 180 dias para ser concluído e pode resultar na expulsão definitiva do suspeito dos quadros da Polícia Militar do Amazonas. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

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