Sobrevivente de chacina no São Jorge deixa a UTI; suspeito faz reconstituição do triplo homicídio em Manaus

Dona do imóvel onde o crime ocorreu apresenta melhora e não corre risco de morte; preso por dívida com agiota, Ezenilson Silva detalhou a dinâmica das mortes à polícia.
Foto: Divulgação

Manaus (AM) – A única sobrevivente ferida no triplo homicídio corrido no bairro São Jorge, zona oeste de Manaus, apresentou melhora no quadro clínico. Dilma Cilene Lima Sampaio, dona do imóvel onde as mortes ocorreram, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital e pronto-socorro João Lúcio na quinta-feira (20/8) e segue em recuperação em um leito de enfermaria, sem risco de morte.

Enquanto a vítima se recupera, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) realizou a reconstituição do crime com a presença do suspeito, Ezenilson Silva de Sousa. Preso na última segunda-feira (17/8) horas após o ataque, ele retornou à cena da chacina e detalhou passo a passo como executou a golpes de martelo o ex-sogro e pastor Francisco das Chagas, a filha dele Isabela Coelho Moraes, e o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Guilherme Pereira de Lima.

Motivação e dinâmica do crime

Segundo as investigações, Ezenilson devia R$ 19 mil a um agiota e vinha sofrendo ameaças de morte. Ele foi até a casa do ex-sogro, que costumava ajudá-lo financeiramente e no suporte ao neto, uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), para pedir dinheiro. Diante da recusa do pastor em entregar novas quantias, o suspeito iniciou as agressões no imóvel de três andares.

1ª vítima (3º andar): O pastor Francisco foi atacado e morto em sua residência.

2ª vítima (2º andar): O professor Guilherme acordou com os barulhos, foi verificar a situação e acabou executado.

3ª vítima: Isabela morreu ao tentar intervir para defender o pai e o professor.

4ª vítima (Térreo): Dilma Cilene ouviu a movimentação, subiu para checar e acabou atingida, sobrevivendo aos ferimentos.

Tentativa de furto e prisão

Usando luvas, Ezenilson permaneceu por cerca de duas horas na casa procurando objetos de valor. Ele fugiu levando celulares e um cofre com R$ 900, além de descartar o martelo utilizado nos crimes em um igarapé próximo.

O suspeito levantou a desconfiança dos investigadores ao permanecer no local durante a perícia técnica ostentando arranhões recentes no pescoço. Imagens de câmeras, o uso de uma bolsa transversal específica e características de sua motocicleta confirmaram a identificação do autor, que segue preso à disposição da Justiça.

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