Coari (AM) – Uma fiscalização de rotina no Rio Solimões acabou revelando uma grande carga de pescado sem comprovação de origem legal na madrugada desta segunda-feira (21), em Coari, no interior do Amazonas. Ao todo, 27,6 toneladas de pirarucu seco foram apreendidas em duas embarcações abordadas pela equipe da Base Fluvial Arpão II.
O pescado estava dividido em 667 sacos de fibra, todos contendo mantas de pirarucu. A carga foi localizada nos barcos “Princesa Geovana” e “Águida Lara”, que despertaram a atenção dos policiais por uma situação considerada suspeita.
Segundo o Batalhão de Operações Especiais (BOPE), responsável pela abordagem, as duas embarcações estavam atracadas uma à outra e permaneciam à deriva nas proximidades do posto de fiscalização. Os motores e as luzes estavam desligados no momento em que os agentes se aproximaram.
Durante a inspeção, os condutores, de 25 e 44 anos, informaram que não tinham a guia exigida para o transporte do pescado nem documentos capazes de comprovar a procedência legal da carga.
Diante da irregularidade, os dois receberam voz de prisão e foram encaminhados à Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Coari, onde o caso foi apresentado para os procedimentos legais.
Carga avaliada em R$ 828 mil
A ocorrência foi registrada como crime ambiental, com base no artigo 34 da Lei nº 9.605/1998, que trata de infrações relacionadas à pesca em desacordo com as normas estabelecidas.
Conforme a estimativa das autoridades, o pescado apreendido representa um impacto econômico e ambiental de aproximadamente R$ 828 mil.
A carga permanece sob custódia administrativa e deverá passar pelos procedimentos previstos na legislação ambiental. Depois das medidas legais, a previsão é que o pirarucu seja destinado à doação para instituições de caridade e programas sociais.












