Chapecoense volta ao local do acidente dez anos depois

Chapecoense

Dez anos depois da tragédia que interrompeu o sonho de uma final histórica, a Chapecoense voltou à montanha de La Unión, na Colômbia. Na sexta-feira, 25 de setembro, integrantes do clube participaram de uma cerimônia em memória das 71 pessoas que morreram no acidente aéreo de 2016.

A delegação visitou o local onde o avião da LaMia caiu, em Cerro Gordo. Entre os presentes estava Hélio Neto, um dos seis sobreviventes da queda. Aos 41 anos, o ex-zagueiro retornou pela terceira vez à região.

A homenagem logo ganhou um novo marco com a inauguração de um memorial dedicado aos chamados “Campeões do Céu”. Além disso, a Chapecoense participou do lançamento da pedra fundamental de outro espaço de memória em La Unión.

Memória ainda presente na montanha

Partes da fuselagem permanecem espalhadas pela região do acidente, que há quase uma década se tornou um dos lugares mais dolorosos da história do futebol brasileiro.

Para moradores que acompanharam o resgate naquela madrugada, as lembranças continuam vivas. O agricultor Miguel Ramírez foi uma das primeiras pessoas a chegar ao local e ajudou no atendimento às vítimas ao lado do filho, Johan.

“Os gritos de socorro” são “lamentos que ainda se fazem sentir”, afirmou Ramírez à AFP.

A experiência de Johan com o terreno montanhoso e lamacento também foi fundamental durante a retirada dos sobreviventes. O trabalho realizado pelos dois marcou a relação da comunidade de La Unión com a Chapecoense.

Chapecoense e Atlético Nacional revivem encontro marcado pela dor

A visita acontece às vésperas de um reencontro que carrega enorme peso simbólico. Neste sábado (26), Chapecoense e Atlético Nacional entram em campo no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, pelo chamado “Jogo da Amizade Eterna”.

A partida está marcada para 18h no horário de Brasília e homenageará as vítimas do acidente. As duas equipes, aliás, deveriam se enfrentar justamente na cidade colombiana pela ida da final da Copa Sul-Americana de 2016.

Desta vez, porém, o futebol aparece como ponto de encontro entre dois clubes que construíram uma relação de solidariedade após a tragédia. Parte da receita do amistoso também será destinada ao auxílio de pessoas afetadas por um terremoto recente na Colômbia.

Acidente mudou a história da Chapecoense

Em 29 de novembro de 2016, o avião que transportava a delegação da Chapecoense para Medellín ficou sem combustível e por isso caiu na região montanhosa de La Unión. Das 77 pessoas a bordo, 71 morreram.

A equipe catarinense disputaria a primeira final continental de sua história contra o Atlético Nacional. O jogo nunca aconteceu. No entanto, o clube colombiano pediu à Conmebol que a Chapecoense recebesse o título da Copa Sul-Americana daquele ano, pedido que acabou atendido.

Cinco meses depois, os clubes voltaram a se encontrar na Recopa Sul-Americana de 2017. Na ocasião, o Atlético Nacional conquistou o título.

Agora, dez anos após o acidente, o reencontro em Medellín muda novamente o significado da partida. Não há taça em disputa, mas a memória das vítimas permanece no centro de um dos encontros mais simbólicos do futebol sul-americano.

Fonte: O Fuxico

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