Charles Spencer revela detalhes do funeral de Diana e cita Harry

Lady Di

O funeral de Diana, em setembro de 1997, marcou uma das cenas mais dolorosas da história recente da família real britânica. Agora, novas memórias de Charles Spencer revisitam aquele dia sob outro olhar.

Irmão da princesa, Spencer dedicou um capítulo de seu livro “Swan Song: Diana, My Sister” ao funeral. A obra ainda nem chegou ao público, mas trechos publicados pelo “Daily Mail” já provocaram repercussão.

Nas páginas, o tio de William e Harry descreve a atmosfera daquele dia e revela uma preocupação específica. Para ele, Harry, então com apenas 12 anos, parecia enfrentar o luto sem o acolhimento que precisava.

Harry chamou atenção do tio

Ao chegar ao Palácio St. James para o cortejo, Spencer conta que encontrou William e Harry em uma sala lateral. Os dois acompanhavam pela televisão os preparativos para o funeral da própria mãe.

O irmão de Diana afirma ter ficado impressionado com a postura dos adolescentes diante de uma situação tão dolorosa. No entanto, a imagem de Harry teria despertado uma preocupação especial.

Spencer descreve o menino como pequeno e frágil diante da dimensão daquele momento. William, então com 15 anos, aparentava maior controle, segundo o relato.

Para o tio, essa diferença acabou influenciando sua percepção sobre a necessidade de proteger cada um dos sobrinhos.

Discussão muda posição dos príncipes

Outro episódio relatado por Spencer envolve a formação do cortejo fúnebre.

Segundo suas memórias, Charles inicialmente sugeriu caminhar entre os dois filhos. A ideia, porém, teria sido interrompida pelo príncipe Philip, avô dos meninos.

Spencer relata que Philip determinou que ele ficaria no centro do grupo. Assim, William e Harry caminhariam um de cada lado do tio, enquanto Charles e Philip ocupariam as extremidades.

De acordo com o relato, Charles teria demonstrado incômodo, mas aceitou a decisão do pai.

A passagem revela, pela perspectiva de Spencer, a tensão existente nos bastidores antes de uma das cerimônias mais acompanhadas do século XX.

Um bilhete de Harry emociona o tio

Durante o funeral, um detalhe relacionado ao menino teria marcado especialmente Charles Spencer.

Harry deixou um cartão entre as flores destinadas à mãe. Na mensagem, escrita com caligrafia infantil, estava apenas uma palavra: “mamãe”.

Spencer afirma que aquela imagem permaneceu entre suas lembranças mais fortes daquele dia. Para ele, o bilhete representava a dor de uma criança diante da perda definitiva da mãe.

O tio também relata que William parecia mais controlado naquele momento. Ainda assim, Spencer ressalta que o adolescente também enfrentava um sofrimento profundo.

A diferença entre os dois, segundo ele, fez com que sua atenção se voltasse principalmente para Harry.

Tio conta que abraçou o sobrinho

Em determinado momento, Spencer percebeu uma oportunidade para confortar Harry longe dos olhares externos.

Segundo o livro, ele se aproximou discretamente e abraçou o sobrinho. Na sequência, tentou incentivá-lo com palavras de carinho.

“Muito bem, Harry! Você está sendo absolutamente brilhante!”, teria dito Spencer ao menino.

O episódio ganhou um significado ainda maior dentro da narrativa porque o tio afirma ter ficado incomodado com o que percebeu durante aquele dia.

Spencer questiona acolhimento dado a Harry

Ao relembrar a viagem de trem depois do funeral, Charles Spencer afirma que uma preocupação permaneceu em sua memória.

Segundo ele, Harry parecia não receber o cuidado que considerava necessário para enfrentar o luto. Spencer associa essa percepção à ausência definitiva dos abraços de Diana.

O irmão da princesa avalia, em retrospecto, que um acolhimento mais carinhoso naquele momento poderia ter ajudado o sobrinho no futuro.

Trata-se, contudo, da interpretação pessoal de Spencer sobre acontecimentos ocorridos quase três décadas atrás. O relato não estabelece, por si só, como os demais familiares vivenciaram ou interpretaram aquela situação.

Livro promete novas revelações sobre Diana

“Swan Song: Diana, My Sister” é apresentado por Charles Spencer como seu livro mais pessoal e doloroso.

O autor afirma que escreveu a obra como uma homenagem à irmã. Segundo ele, Diana teria aprovado cada palavra do livro.

Os primeiros trechos, porém, já provocaram reações dentro da família real. Entre elas, surgiu uma manifestação atribuída ao rei Charles III, algo incomum diante de controvérsias relacionadas a livros.

Por meio de seu porta-voz, o monarca afirmou que a instituição normalmente não comenta livros. Ainda assim, declarou que Charles Spencer estaria sob influência da dor do luto fraternal.

A resposta mencionou que essa dor poderia afetar lembranças e julgamentos mesmo muitos anos depois da perda.

Agora, com novas partes das memórias chegando ao público, o funeral de Diana ganha mais um relato sobre aquele dia. Desta vez, a narrativa parte de alguém que acompanhou os príncipes de perto e afirma ter se preocupado especialmente com o sofrimento de Harry.

Fonte: O Fuxico

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