Computador levado para conserto no dia de operação vira alvo de perícia da PF

Equipamento foi apresentado aos agentes como “corrompido” e será periciado para verificar possível alteração ou apagamento de dados
Foto: Reprodução

Manaus (AM) – Um computador que acabou sendo retirado da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam) justamente na manhã de uma operação da Polícia Federal chamou a atenção dos investigadores. Segundo relatório divulgado pelo g1, o equipamento estava sendo levado para manutenção no dia 3 de setembro, quando os agentes cumpriam a diligência para apurar possíveis irregularidades eleitorais envolvendo a estrutura do Governo do Amazonas.

De acordo com o documento, o computador era utilizado pelo setor de Recursos Humanos e foi apresentado aos policiais como estando “corrompido”. O equipamento foi apreendido e deverá passar por perícia técnica para verificar se os dados foram apagados, o aparelho foi formatado ou houve algum outro tipo de intervenção.

A situação levantou a suspeita de que pessoas ligadas à Aadesam poderiam ter tido conhecimento antecipado da operação. A hipótese, porém, ainda faz parte da investigação e deverá ser esclarecida a partir dos exames nos equipamentos e de outras provas reunidas pelos investigadores.

Notebook também foi encontrado

Durante a ação, os policiais localizaram ainda um notebook na antessala da Presidência da Aadesam. O equipamento chamou a atenção porque, segundo o relatório, servidores haviam informado aos agentes que não existiam outros computadores naquele espaço. Além do notebook, a PF recolheu um pen drive com documentos, computadores e um aparelho celular utilizado em comunicações internas.

A apreensão dos equipamentos faz parte da apuração determinada pela Justiça Eleitoral diante da suspeita de que documentos e informações pudessem ser destruídos, escondidos ou modificados.

Investigação eleitoral

A operação investiga possíveis irregularidades eleitorais relacionadas à estrutura do Governo do Amazonas. Entre os nomes citados na investigação estão o governador Roberto Cidade, o vice-governador Serafim Corrêa e o presidente da Aadesam, William Alexandre Silva de Abreu.

Até o momento, os elementos encontrados pela Polícia Federal ainda precisam ser analisados para determinar se houve efetivamente tentativa de apagar ou alterar informações e quem teria participado de eventual conduta irregular.

A perícia nos equipamentos apreendidos poderá ajudar os investigadores a esclarecer o que ocorreu antes e durante o cumprimento da operação.

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