Manaus (AM) – A renúncia do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), oficializada nesta terça-feira (31/3), abriu um novo capítulo na política amazonense. Em cerimônia realizada na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o então vice-prefeito Renato Junior assumiu de forma definitiva o comando da capital.
A saída de David ocorre dentro do prazo legal de desincompatibilização, já que o agora ex-prefeito deve disputar o Governo do Amazonas nas eleições de 2026.
Durante o ato, David Almeida destacou o peso da decisão e o legado de sua gestão. Em tom emocionado, afirmou que deixar a prefeitura foi “uma das decisões mais difíceis” de sua trajetória política, ressaltando o compromisso com a população e a intenção de ampliar para todo o estado projetos implementados em Manaus, especialmente nas áreas de educação e infraestrutura.
Já empossado, Renato Junior reforçou o compromisso de dar continuidade às ações da gestão anterior, mas sinalizou que deve imprimir seu próprio ritmo administrativo. Em suas primeiras declarações, indicou que fará ajustes na equipe e prometeu manter o foco na melhoria dos serviços públicos, com atenção especial às áreas mais sensíveis da cidade.
A posse, no entanto, também foi marcada por ausências que repercutiram no meio político. O ex-vice-prefeito e ex-chefe da Casa Civil, Marcos Rotta, apontado como pré-candidato ao Senado com apoio de David, não compareceu ao evento. Em seu lugar, estiveram a esposa, Tecla Caddah, e o filho, Thiago Rotta. Até o momento, Rotta não apresentou justificativa pública para a ausência, limitando-se a uma publicação nas redes sociais.
A ausência gerou especulações sobre o alinhamento político dentro do grupo que até então orbitava a gestão de David Almeida. Rotta, que já foi vice-prefeito de Manaus por duas gestões e figura relevante no cenário político local, aparece como possível candidato ao Senado em 2026, o que torna sua posição estratégica nesse momento de reorganização política.
Nos bastidores, a movimentação de David, ao deixar o cargo para disputar o governo, reposiciona forças e abre espaço para que Renato Junior consolide sua liderança à frente da prefeitura. Ao mesmo tempo, a ausência de Rotta no ato oficial levanta dúvidas sobre o grau de coesão do grupo político e possíveis reconfigurações para o próximo pleito.
Com a mudança no comando do Executivo municipal, Manaus passa a viver um período de transição que vai além da gestão administrativa, refletindo diretamente no cenário eleitoral de 2026 e nas alianças que devem se formar nos próximos meses.











