Manaus (AM) – O vice-prefeito de Presidente Figueiredo, Marcelo Palhano, tornou-se o centro de uma polêmica política nesta semana. O gestor é alvo de denúncias e críticas após ser flagrado cumprindo uma agenda com forte viés eleitoral na capital amazonense, supostamente visando pavimentar uma candidatura à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nas Eleições 2026.
Segundo denúncias que ganharam força em grupos políticos e redes sociais, Palhano esteve no bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus, na última quinta-feira (22/01). Na ocasião, o vice-prefeito participou ativamente da entrega de cestas básicas a moradores da localidade.
O que chamou a atenção de observadores políticos foi o fato de um gestor de um município do interior (localizado a 107 km da capital) realizar ações assistencialistas em Manaus justamente no ano em que se definem as pré-candidaturas estaduais. Para os críticos, a agenda não possui caráter administrativo, mas sim o objetivo de “conquistar território” eleitoral na capital.
A legislação eleitoral brasileira, sob a guarda do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do TRE-AM, é rigorosa quanto à propaganda antecipada.
É vedado o pedido explícito ou implícito de votos antes do período oficial; ações que utilizem a entrega de bens (como alimentos) para exaltar qualidades pessoais de futuros candidatos podem ser enquadradas como abuso de poder econômico ou político; e se comprovada a irregularidade, o político pode enfrentar desde multas pesadas até a cassação de um eventual registro de candidatura.
Silêncio Institucional
Até o fechamento desta edição, a reportagem buscou contato com a Prefeitura de Presidente Figueiredo para esclarecer se a agenda do vice-prefeito em Manaus possuía algum vínculo institucional ou se tratava de uma iniciativa privada. No entanto, os canais oficiais de comunicação do município não responderam aos questionamentos. O espaço permanece aberto para que Marcelo Palhano ou sua assessoria apresentem o devido posicionamento.











