Manaus (AM) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará a reeleição no pleito de 2026, já tem data para cumprir agenda oficial em Manaus. O governante deve desembarcar na capital amazonense no mês de março para uma série de compromissos institucionais. A informação foi confirmada na quarta-feira (21/01) pelo deputado estadual e presidente do PT no Amazonas, Sinésio Campos, em entrevista ao programa Meio Dia com Jefferson Coronel.
O destaque da visita presidencial será a entrega de títulos definitivos de terra, uma demanda histórica de comunidades da periferia de Manaus. Segundo o parlamentar, a ação beneficiará diretamente 3,6 mil famílias.
Os documentos serão destinados aos moradores das seguintes localidades na Zona Leste:
Coliseu 1, 2 e 3;
Nova Canaã.
“Essa entrega representa dignidade e segurança jurídica para milhares de manauaras que aguardam há anos pela posse definitiva de seus lotes”, destacou Sinésio Campos durante a entrevista.
‘Caravana Federativa’ em Maio
Além da visita de março, o governo federal prepara uma ofensiva administrativa no Amazonas para o primeiro semestre. Campos confirmou a realização da ‘Caravana Federativa’ no mês de maio. O evento deve trazer representantes de todos os ministérios ao estado para destravar projetos, realizar entregas e aproximar as políticas federais das prefeituras amazonenses.
Cenário Político: Sinésio foca na Assembleia
Durante a conversa com o jornalista Jefferson Coronel, Sinésio Campos também aproveitou para definir seu futuro político nas Eleições 2026. O parlamentar afastou rumores de uma candidatura à Câmara Federal, reafirmando que tentará o seu oitavo mandato na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
“Os meus mandatos têm produzido muitos resultados positivos e, por isso, vou ser candidato à reeleição. Alguns gostam no planalto, mas eu gosto da ‘planície’”, brincou o deputado, sinalizando sua preferência por permanecer na política estadual.
A confirmação da vinda de Lula a Manaus é vista por analistas políticos como o pontapé inicial da estratégia de mobilização da esquerda no estado para o ano eleitoral, buscando consolidar entregas sociais antes do período de vedações da Justiça Eleitoral.











