Deborah Secco abriu o coração ao relembrar relacionamentos abusivos que viveu no passado. Durante participação no videocast “Conversa vai, conversa vem”, do jornal O Globo, a atriz contou que enfrentou episódios de violência física e verbal, além de situações de manipulação e controle.
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Entre as lembranças mais dolorosas, a artista revelou que chegou a ser trancada por um antigo parceiro para ser impedida de comer. “Já fui trancada para não poder comer. ‘Não vai comer isso não, que vai ficar gorda’”, relatou.
Além disso, a famosa contou que sofreu agressões e passou por situações nas quais se sentia enganada e diminuída. Na época, porém, ela não conseguia dimensionar a gravidade do que estava vivendo.
Deborah Secco reflete sobre amizades: ‘Dá uma preguiça!’
“Eu achava que eu era uma pessoa que merecia aquilo. Eu achava que aquilo era uma forma de salvação”, explicou Deborah, ao refletir sobre a maneira como enxergava os relacionamentos.
Segundo ela, havia ainda uma forte dependência emocional. Deborah afirmou que permanecia em relações mesmo quando já não estava feliz, em um comportamento que percebeu posteriormente como parte de um padrão.
Padrão nos relacionamentos
Durante a conversa, Deborah refletiu sobre os motivos que a levaram a repetir determinados padrões afetivos. Segundo a atriz, parte dessa busca por aprovação masculina estaria relacionada à ausência do pai durante sua infância.
“Uma carência do cara que não esteve quando devia estar. Fiquei buscando esse cara a vida inteira. Essa figura masculina que não escolheu por mim quando eu era criança”, afirmou.
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A maternidade também apareceu como um ponto importante na transformação da atriz. Deborah contou que o nascimento de Maria Flor, atualmente com dez anos, mudou completamente sua maneira de enxergar a própria vida.
A relação da filha com Hugo Moura, seu ex-marido, também ganhou um significado especial para Deborah. Embora tenha admitido que teve dificuldades inicialmente com a guarda compartilhada, ela reconheceu a importância da presença do pai na vida da menina.
“Ter a possibilidade de ver a minha filha sendo escolhida pelo pai, sendo amada pelo pai, sendo cuidada pelo pai, para mim, é muito curativo”, relatou.
Para a atriz, acompanhar a filha recebendo um amor paterno diferente daquele que experimentou na infância ajuda a ressignificar as próprias feridas.
Despedida dos papéis sensuais
Por fim, Deborah também falou sobre carreira e revelou que “Bruna Surfistinha 2”, previsto para 2027, deve marcar sua despedida de personagens sensuais.
A atriz explicou que retornar à personagem, 17 anos depois do primeiro filme, provocou uma forte reflexão sobre quem ela era naquela época e quem se tornou ao longo dos anos.
“Essa Deborah antes da Maria Flor não existe mais”, afirmou.
Deborah deixou claro, entretanto, que não pretende abandonar a atuação. A decisão é encerrar um ciclo ligado especificamente aos papéis sensuais e buscar personagens com outras camadas e histórias para contar.
“Não tenho mais para onde ir nesse lugar”, afirmou a atriz sobre a decisão de não voltar a interpretar personagens com esse perfil.
Fonte: O Fuxico










