Deserdado e endividado: Tudo sobre a crise entre Fiuk e Fábio Jr.

Tudo sobre a crise entre Fiuk e Fábio Jr.
Foto: Reprodução/Instagram @fiuk

Fábio Júnior é um dos maiores nomes da música romântica do Brasil. O filho dele, Fiuk, foi vice-campeão do “Big Brother Brasil 21” e hoje enfrenta uma crise financeira que o levou a vender o próprio carro. Entre um e outro, porém, existe um silêncio que já dura anos: pai e filho não se falam, e as declarações mais recentes de Fiuk jogam luz sobre um rompimento que se arrasta desde 2021.

Segundo relatos do próprio Fiuk, o desgaste entre pai e filho não nasceu em 2021. Ele afirma que cresceu ouvindo do pai que pedir ajuda era “coisa de fraco” e que suas conquistas eram minimizadas dentro de casa, mesmo quando ele já enchia estádios. Ainda assim, foi em 2021 que a situação se agravou de vez.

Primeiro, Fábio Júnior teria desaprovado a exposição da vida familiar de Fiuk dentro do BBB. Em seguida, assim que o cantor deixou o programa como vice-campeão, ele descobriu que o pai havia colocado à venda a mansão em Alphaville onde morava, num anexo do imóvel — e por isso precisou se mudar.

Além disso, há um terceiro ponto, talvez o mais delicado de todos. Nesse mesmo período, a mãe de Fiuk, Cristina Karthalian, enfrentou um problema de saúde sério, que exigia tratamento caro. Fiuk diz que pediu ajuda financeira ao pai, mas ele negou o pedido. Some-se a isso o desgaste com Fernanda Pascucci, atual esposa de Fábio Jr, apontada por Fiuk como mais um fator de afastamento, e o rompimento já parecia inevitável.

Foto: Reprodução/Instagram @fiuk

O rompimento definitivo

A ruptura não aconteceu de um dia para o outro — foi, na verdade, um processo gradual. Por volta de 2023, contudo, pai e filho já não mantinham mais nenhum contato. Fiuk resumiu o momento numa frase que viralizou nas redes sociais: “Hoje a gente não tem mais uma relação. Dizer isso dói. Mas fingir que estava tudo bem dói muito mais.”

No Dia dos Pais de 2024, ele tentou uma reaproximação pública, mas não obteve resposta. Pouco depois, publicou um desabafo: “É triste sentir que alguém que deveria dar amor, suporte e carinho não quer nem saber de você.” Já em março de 2025, foi ainda mais direto sobre o tamanho da mágoa e contou que, mesmo depois de se apresentar para plateias de vinte, trinta mil pessoas, era o próprio pai quem o fazia se sentir invalidado e pequeno ao voltar para casa.

A treta do filme “descontrole”

Enquanto a relação familiar desandava, Fiuk também enfrentava uma briga profissional pesada. Em novembro de 2025, veio à tona a disputa em torno do filme “Descontrole”, longa sobre pega automobilístico e, segundo a proposta do projeto, o primeiro do gênero “drift” no Brasil.

Pela versão de Fiuk, ele investiu recursos próprios numa produção que ultrapassou os vinte milhões de reais, mas os próprios sócios o excluíram e seguiram com o projeto sem ele. O produtor Jonathan Neves, porém, contesta essa versão publicamente. Segundo ele, Fiuk não colocou um real sequer no filme e, pelo contrário, teria gerado cerca de cento e cinquenta mil reais em despesas para a produção. Neves chegou a declarar que Fiuk estaria “tentando dizer que está em crise por algo em que não colocou um real”. Até o momento, nenhuma das partes apresentou documentação pública que comprove sua versão.

Agosto de 2026: a crise chega ao limite

É aqui que a história ganha os contornos que repercutem agora. Fiuk veio a público expor uma crise financeira: revelou que renegocia parcelas e impostos e colocou à venda o próprio carro, um Mercedes-Benz C280 Sport 1995, por cinquenta e um mil reais, numa tentativa de equilibrar as contas da própria empresa. Sobre o momento, ele resumiu: “Eu tinha que manter essa pose de rico, tinha que manter essa pose de que estava tudo bem sempre. E eu não quero mais.”

A revelação mais forte, porém, veio numa entrevista ao programa “Pânico”, da Jovem Pan: Fiuk afirmou que o próprio pai o deserdou. Vale um ponto de atenção aqui, em respeito aos dois lados: até agora não existe confirmação pública de que essa deserdação tenha sido formalizada juridicamente. Pela lei brasileira, filho é herdeiro necessário, ou seja, não é possível excluir um herdeiro da partilha apenas por vontade própria — é preciso base legal específica, documentada em testamento. Portanto, o relato de Fiuk representa a versão dele sobre a relação com o pai, e não uma confirmação jurídica do fato.

A lista de rompimentos, aliás, não parou no pai. Fiuk revelou ainda que não tem mais relação com a irmã, Cleo Pires. Segundo ele, a reaproximação dela com Fábio Júnior teria distanciado os dois irmãos. Cleo, por sua vez, diz publicamente ter resolvido as diferenças com o pai e afirma manter hoje uma relação afetuosa com ele.

No dia 9 de agosto de 2026, veio o gesto que confirmou tudo para o público: Fábio Júnior publicou fotos da comemoração do Dia dos Pais ao lado de quatro dos cinco filhos — Cleo, Tainá, Krízia e Záion —, além de genros e outros familiares, com a legenda “Já está podendo TBT do Dia dos Pais? Amo vocês muitão.” Fiuk foi o único ausente da foto.

Depois do post, ele concedeu entrevista ao Metrópoles e confirmou o corte total das relações. Nela, afirmou: “Eu decidi que eu não vou mais desaparecer da minha própria história para poupar a imagem de alguém.” Mesmo assim, deixou uma brecha: “as portas estão abertas.”

Dudu Biagio/Divulgação

O silêncio de Fábio Jr.

Diante de toda essa repercussão, a equipe de Fábio Júnior optou por não comentar as declarações do filho. O próprio cantor, de 72 anos, publicou uma foto de rotina em casa, ao lado dos bichos de estimação, com a legenda “finalzinho de tarde tranquilo” — sem qualquer menção a Fiuk ou à polêmica. Para boa parte do público, esse silêncio falou mais alto do que qualquer nota oficial. Nos comentários, um seguidor escreveu: “acho zero empatia com um filho que claramente precisa de ajuda.”

Fiuk retoma a carreira em meio à turbulência

Apesar da crise, Fiuk seguiu em frente. No dia 24 de agosto, anunciou, num vídeo bem-humorado, que conseguiu um emprego CLT: “quero dinheiro, esse negócio de amor não está com nada.” Na mesma semana, lançou o EP “M, Vol. 2”, com uma releitura de “Abre Coração”, o que sinaliza uma retomada da carreira musical em meio a tanta turbulência. Dois dias depois, no dia 26, ele revelou suspeitar de estar no espectro autista, ainda sem diagnóstico fechado, e associou essa possibilidade ao medo de julgamento e a uma vida inteira “parecendo o que não era”.

Fontes: declarações de Fiuk em suas redes sociais, entrevista ao programa “Pânico” (Jovem Pan) e entrevista ao portal Metrópoles; posts de Fábio Júnior em suas redes sociais; declarações do produtor Jonathan Neves sobre o filme “Descontrole”.

Fonte: O Fuxico

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