Manaus (AM) – O projeto de modernização do Porto da Manaus Moderna deu um passo decisivo na terça-feira (14/4). O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) emitiu a ordem de serviço que autoriza o início da elaboração dos projetos básico e executivo de engenharia. Com um investimento total de R$ 875 milhões, a obra entra oficialmente em sua fase técnica, aproximando-se da execução física.
O empreendimento é fruto de uma articulação direta do senador Eduardo Braga (MDB-AM), que liderou as negociações junto ao Governo Federal para garantir os recursos e a prioridade institucional para o porto. A intervenção é considerada uma das mais importantes para a logística da Região Norte nas últimas décadas.
Ao comentar o avanço, o senador Eduardo Braga destacou o impacto humano da nova estrutura. Atualmente, estima-se que um milhão de pessoas transitem por via fluvial todos os meses no Amazonas, muitas vezes enfrentando condições precárias de embarque e desembarque.
“Esse projeto é o resgate de uma dívida social com a população que depende do transporte fluvial para viver, trabalhar e buscar atendimento em Manaus”, afirmou o parlamentar. Segundo Braga, a meta é garantir que os 12 milhões de passageiros anuais tenham, finalmente, uma estrutura segura e adequada na capital.
A modernização transformará a dinâmica da orla da cidade, resolvendo problemas históricos de desorganização e insegurança. O projeto contempla novas rampas de acesso para facilitar o fluxo de cargas e passageiros em diferentes níveis do rio; terminais modernos: Áreas climatizadas e organizadas para espera e atendimento; capacidade ampliada: Estrutura dimensionada para movimentar mais de um milhão de pessoas por mês; e reorganização logística: Melhoria no fluxo de mercadorias que abastecem os municípios do interior.
Prazos e execução
Com a assinatura da ordem de serviço, iniciam-se os estudos técnicos detalhados. A estimativa é que, após a conclusão desta fase e o início da construção, o novo porto seja entregue em um prazo de 36 a 42 meses.
A obra promete consolidar-se como um marco na integração regional, fortalecendo a economia amazonense e garantindo que o transporte fluvial — a principal rodovia do estado — tenha o padrão de eficiência que a população exige.










