Em Manaus e SP, polícia faz buscas por Maria do Carmo, Jefferson Coronel e George Wilde por vídeos eleitorais

Diligências ocorreram em Manaus e São Paulo após denúncia de Omar Aziz sobre vídeos que envolveram sua família durante a campanha. Jefferson Coronel nega participação na produção do material.

Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas realizou, na manhã desta quinta-feira (29/10), uma operação com buscas em endereços ligados à ex-candidata ao governo do estado Maria do Carmo (PL), ao jornalista Jefferson Coronel e ao publicitário George Wilde, que atuaram na campanha eleitoral. As informações foram publicadas pelos portais BNC Amazonas e CM7 Brasil.

Segundo as reportagens, os policiais estiveram em um endereço na avenida Guilherme Paraense, no bairro Adrianópolis, em Manaus, que estaria vinculado a Maria do Carmo. No local, encontraram um escritório de advocacia. As equipes também realizaram diligências em um endereço associado a Jefferson Coronel, na capital amazonense. A operação alcançou ainda um endereço ligado a George Wilde, em São Paulo.

A operação estaria relacionada a uma denúncia apresentada por Omar Aziz (PSD), governador eleito do Amazonas, sobre a divulgação de vídeos com acusações contra ele e sua família na reta final do segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25/10).

Um dos conteúdos mencionados nas reportagens associava Aziz a uma acusação de pedofilia e utilizava imagens dele ao lado da filha. A investigação apura possíveis violações de direitos protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), conforme informações divulgadas pela imprensa.

Após a vitória nas urnas, Aziz afirmou que buscaria responsabilizar judicialmente os envolvidos na divulgação do material.

Jefferson Coronel nega envolvimento

Na segunda-feira (26/10), Jefferson Coronel negou ter participado da produção dos vídeos. Segundo declaração publicada pelo portal Fato Amazônico, ele afirmou que sua atuação na campanha se restringia à assessoria de imprensa e à preparação de Maria do Carmo para os debates eleitorais.

Até a publicação das reportagens consultadas, não havia manifestação oficial detalhada da Polícia Civil sobre os mandados, nem posicionamento dos três citados em resposta à operação. Também não havia confirmação pública de prisões.

As diligências e a investigação não representam, por si só, comprovação de responsabilidade criminal. O caso segue sob apuração.

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