Manaus (AM) – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29/10), a Operação Navegação Paralela. A ação busca desarticular uma rede criminosa especializada em prestar suporte logístico, transporte e insumos operacionais para atividades de garimpo ilegal e extração clandestina de minérios nos rios do estado do Amazonas.
Durante as diligências em Manaus, os agentes federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. As ordens visam recolher provas sobre o funcionamento da estrutura de apoio e mapear o braço financeiro do grupo.
Além das buscas nos endereços alvos, a Justiça Federal ordenou o bloqueio de bens, contas bancárias e ativos financeiros que ultrapassam o montante de R$ 35 milhões. A medida cautelar tem como objetivo inviabilizar a continuidade da atividade ilícita e assegurar recursos para a futura reparação dos danos ambientais provocados nos rios da região.
Conforme apontam as investigações da PF, os alvos atuavam diretamente no fornecimento de suprimentos essenciais para a manutenção das dragas e balsas de garimpo. O grupo também viabilizava a logística de transporte de material e a infraestrutura necessária para a extração mineral não autorizada.
As apurações também revelaram fortes indícios de ocultação e dissimulação dos ganhos obtidos com o garimpo clandestino. Os suspeitos utilizavam rotas de movimentações financeiras complexas e aquisições patrimoniais para lavar o dinheiro de origem criminosa.
Enquadramento Penal
Os investigados na Operação Navegação Paralela respondem pelos crimes de usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais, crimes ambientais e lavagem de capitais. Se somadas, as penas máximas para esses delitos podem chegar a 23 anos de reclusão, além da responsabilização administrativa e civil.









