Equipes de saúde recebem capacitação para oferta da insulina glargina

Qualificação
#paratodosverem – Medicação

Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), da Prefeitura de Manaus, estão participando de uma capacitação voltada à transição na oferta da insulina humana, ou NPH, para a insulina análoga de ação prolongada, ou glargina, na Atenção Primária à Saúde (APS). A ação de educação permanente em saúde iniciou na tarde dessa terça-feira, 18/8, e prossegue até o dia 3/9, no centro universitário Martha Falcão – FMF Wyden, na zona Centro-Sul da capital.

Participam da oficina os profissionais envolvidos no cuidado de pessoas com diabetes mellitus na rede básica, dentre enfermeiros, médicos, farmacêuticos e gestores de Unidades de Saúde da Família (USFs) e policlínicas. As equipes se dividem em seis turmas, cada uma com um dia de atividades, no turno matutino ou vespertino.

A gerente de Assistência Farmacêutica e uma das facilitadoras da capacitação, Vanda Viana, explica que os participantes vão conhecer as diretrizes do Ministério da Saúde para transição da NPH para a glargina na rede básica, público elegível, manejo do insumo, fluxo assistencial, prescrição, ajustes terapêuticos, entre outros tópicos.

Conforme Vanda, a insulina glargina será ofertada gratuitamente, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), na rede municipal de Atenção Primária, para crianças a partir de 2 anos até adolescentes menores de 18 anos com diabetes mellitus (DM) tipo 1, e para pessoas com 70 anos ou mais com DM tipo 1 ou tipo 2.

“A medida amplia o acesso à insulina glargina diante de um cenário de restrição global na produção de insulinas humanas e contribui para modernizar a assistência farmacêutica no SUS, ampliando as opções terapêuticas disponíveis para o manejo do diabetes na APS”, aponta a gerente.

Para o início da oferta em Manaus, informa Vanda, a Semsa Manaus recebeu 3.750 carpules ou tubetes da insulina glargina do Ministério da Saúde. “O início do abastecimento da rede municipal está previsto para ocorrer após a capacitação dos profissionais de saúde da rede municipal, na segunda quinzena do mês de setembro”, antecipa.

De acordo com a gerente de Condições Crônicas, Arquicely Azevedo, além da oficina na FMF Wyden, a Semsa vai conduzir outras estratégias para alcançar todos os profissionais de saúde que atuam na atenção a pessoas com diabetes na APS, que totalizam mais de 1.240 servidores.

“Vamos ofertar também um curso autoinstrucional, para aqueles que não puderem comparecer na atividade presencial, e também divulgar as notas técnicas sobre a transição da insulina na APS nas reuniões com os gestores dos Distritos de Saúde da Semsa”, informa a gestora.

Uma das participantes da primeira turma da capacitação na FMF, a médica da USF Dom Milton, Andréa Ribeiro, ressaltou que a atualização voltada à insulina glargina e outras medicações novas disponíveis no SUS é essencial para a qualidade do serviço ofertado pelos profissionais da Atenção Primária.

“Alguns profissionais fora da rede básica ainda têm dificuldade no manejo de pacientes em tratamento para diabetes ou hipertensão. A oportunidade de nos atualizarmos sobre novas medicações ofertadas pelo SUS faz uma diferença enorme, tanto para nós, do ponto de vista da capacitação profissional, quanto do impacto na vida do paciente”, avalia.

Controle e praticidade

Vanda Viana assinala que a insulina glargina apresenta vantagens para os pacientes, em relação à NPH, proporcionando controle mais estável da glicemia, ou açúcar no sangue, e melhoria da qualidade de vida. Isso porque a medicação é liberada no organismo mais lentamente, de forma contínua e gradual, mantendo os níveis de açúcar mais controlados, com apenas uma aplicação diária, na maioria dos casos.

“Enquanto a NPH costuma durar de 10 a 18 horas no organismo, o que exige duas ou mais aplicações diárias, a glargina mantém efeito por até 24 horas, permitindo uma aplicação durante o dia. Isso proporciona maior conforto ao usuário, facilidade e adesão ao tratamento”, relata Vanda, acrescentando que o medicamento tem aplicação mais simples e prática, pois já vem pronto para uso e não precisa ser agitado.

A ação mais estável da glargina contribui ainda para a prevenção de complicações relacionadas ao diabetes e reduz o risco de episódios de queda de açúcar no sangue, em especial à noite, dando mais segurança ao paciente durante o sono.

“A hipoglicemia pode causar tremores, suor frio, pele fria e pálida, tontura, fraqueza, enjoo e sensação de muita fome. Em casos mais graves, pode levar a desmaios, convulsões e até perda da consciência”, enfatiza Vanda.

Oferta e fluxo

Para receber o medicamento, explica Vanda Viana, o usuário deve passar por uma consulta com profissionais da Atenção Primária, nas unidades da rede básica, ou da Atenção Especializada, no serviço de saúde. Nela, o profissional vai avaliar se o paciente pode receber o novo tratamento.

“Com a prescrição válida em mãos, o documento oficial de identificação com foto e o Cartão do SUS ou CPF, o usuário poderá retirar o insumo diretamente em uma farmácia da unidade de saúde de referência na rede básica municipal”, informa a gerente de Assistência Farmacêutica.

Os usuários que completarem 18 anos durante a implementação da estratégia, de acordo com Vanda, poderão permanecer com o esquema terapêutico baseado na glargina, sem interrupção do tratamento e do acompanhamento, garantindo a continuidade do cuidado no âmbito da atenção primária.

Capacitação

A oficina de “Aprimoramento da prática em insulinoterapia no SUS” em Manaus acontece nos dias 18, 20 e 25/8, no turno vespertino, e nos dias 28/8, 1º e 3/9, no turno matutino, com uma turma em cada data. Além de Vanda Viana, atua como facilitadora do curso a chefe do Núcleo de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Circulatórias e Diabetes, Phamela Costa. A carga horária é de 4 horas.

O conteúdo programático inclui orientações sobre as notas técnicas do Ministério da Saúde para a transição para a insulina glargina; critérios de elegibilidade para transição terapêutica; prescrição, conversão e ajustes da insulinoterapia; fluxo assistencial, organização da dispensação e boas práticas na rede básica; orientações para usuários e familiares durante a transição terapêutica, entre outros temas.

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Texto – Jony Clay Borges/Semsa

Fotos – Divulgação/Semsa



Fonte: Prefeitura de Manaus

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