Gil do Vigor tentou namorar mulheres após o BBB 21

Gil do Vigor

Gil do Vigor abriu uma ferida íntima ao falar sobre sexualidade e religião na estreia do “Papo de Segunda”, do GNT. Em um dos relatos mais fortes desde o fim do BBB 21, o economista contou na noite de segunda-feira, 27 de abril, que, após se assumir publicamente no reality, viveu um novo conflito interno. Ele retomou a vida na igreja e, em meio à crise, chegou a tentar se relacionar com mulheres.

Religiosos apoiaram Gil do Vigor durante o BBB 21

O depoimento chamou atenção justamente por expor um processo pouco conhecido do público. Embora muitos enxergassem sua saída do armário no programa como um ponto final em anos de repressão, Gil mostrou que, para ele, aquilo foi também o início de outro embate.

“Caramba, agora finalmente eu consegui sair do armário, me aceitar, de me amar”, relembrou ao falar sobre o reality. Mas o alívio não durou como imaginava. Segundo Gil, ao se mudar para os Estados Unidos para o PhD, antigos questionamentos ressurgiram com força, sobretudo os ligados à criação cristã, que atravessou duas décadas de sua vida.

Crise de fé reacendeu conflitos

O ex-BBB contou que, depois de vencer o medo do julgamento social, acreditou que o maior obstáculo estava superado.

“Agora acabou, as pessoas sabem quem eu sou e eu não tenho que me preocupar com nada”, pensou.

Só que, longe do Brasil, outra angústia emergiu: a dúvida sobre como sua sexualidade dialogava com a fé: “Sempre todos os meus pensamentos de 20 anos dentro da igreja voltaram”, revelou.

Reveja Gil do Vigor como drag queen

Esse retorno às raízes religiosas, segundo ele, foi profundo. Gil contou que voltou a frequentar cultos, adotou o celibato, retomou práticas religiosas e até voltou a lecionar na igreja — tudo longe dos holofotes.

“Passei um ano frequentando a igreja”, disse.

O silêncio, no entanto, tinha razão. Ele temia que o público interpretasse esse movimento como retrocesso, quando, na verdade, era um conflito real e doloroso.

Tentativa de se encaixar gerou mais sofrimento

Em meio à ansiedade, o economista revelou um trecho especialmente delicado da trajetória: começou a marcar encontros com mulheres: “Eu estava com muito medo de fato”, admitiu.

A tentativa, porém, não trouxe paz. Pelo contrário, aprofundou a sensação de desencontro consigo mesmo. Foi durante uma crise intensa, já no período do doutorado, que veio a ruptura.

“Eu começo a chorar, vou à igreja e falo: ‘eu sou gay, e não aguento mais’”.

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A frase marcou, de acordo com ele, um novo processo de reconciliação — desta vez não com a sociedade, mas com Deus e consigo.

Ao narrar o episódio, Gil expôs um tema ainda cercado por tabu: o sofrimento vivido por pessoas LGBTQIA+ que cresceram em ambientes religiosos e tentam conciliar identidade e fé.

No fim, o relato não girou apenas em torno de sexualidade, mas de pertencimento.

Eu sou esse, eu me orgulho de quem eu sou e está tudo bem”.

A força do desabafo veio justamente daí: não como uma história linear de aceitação, mas como um caminho atravessado por recaídas, medo, espiritualidade e coragem para se reafirmar.



Fonte: O Fuxico

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