Indígena é preso por estuprar criança de 10 anos no Amazonas; suspeito era hóspede da família

Suspeito era amigo da família e recebia abrigo em Nova Olinda do Norte; crime foi descoberto após madrasta ouvir o choro da vítima de 10 anos e flagrar o homem saindo do banheiro.

Nova Olinda do Norte (AM) Policiais da 47ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) efetuaram a prisão em flagrante de um homem de 64 anos, de origem indígena, acusado de estuprar uma criança de apenas 10 anos. O crime ocorreu na última quinta-feira (22/01), no Centro do município (a 135 quilômetros de Manaus), e gerou revolta na comunidade local.

Segundo as investigações coordenadas pelo delegado Bruno Rafael, o suspeito estava de passagem pela cidade há cerca de dois dias. Por ser considerado um amigo de longa data, ele recebeu abrigo e hospitalidade dos pais da vítima.

A confiança, no entanto, foi quebrada na tarde de quinta-feira. Aproveitando-se de um momento em que os responsáveis estavam em outro cômodo da residência, o idoso abordou a criança. O crime foi descoberto quando a madrasta ouviu o choro da vítima e a acolheu. A criança relatou sentir dores nas partes íntimas e apontou o homem, que foi visto saindo do banheiro logo em seguida, como o autor dos toques.

Tentativa de Fuga e Captura
Ao ser confrontado pela família, o suspeito negou as acusações. No entanto, ao perceber que os responsáveis acionariam a polícia, ele tentou fugir correndo pela rua. Populares que estavam nas proximidades conseguiram alcançá-lo e o detiveram até a chegada das equipes da 47ª DIP e do Departamento de Polícia do Interior (DPI).

“A colaboração da população e a denúncia imediata foram decisivas para que o caso fosse apurado com rapidez e o suspeito não conseguisse escapar da justiça”, destacou o delegado Paulo Magvinier, diretor do DPI.

O homem foi autuado em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável. Após os procedimentos cabíveis na delegacia, ele foi encaminhado para a audiência de custódia e permanece à disposição do Poder Judiciário. A criança deve passar por exames de corpo de delito e receber acompanhamento psicossocial.

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