Justiça determina reintegração de major da PM exonerado após sumiço de presos em Manaus

Desembargador suspende decreto que excluiu Galeno Edmilson da corporação; oficial era diretor de presídio onde 23 policiais detidos não foram encontrados durante vistoria.

Manaus (AM) – O desembargador Délcio Luís Santos, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), determinou o retorno imediato do major Galeno Edmilson de Souza Jales aos quadros da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). A decisão liminar suspende os efeitos do decreto governamental de março de 2026, que havia determinado a exoneração do oficial da corporação.

A exclusão de Galeno ocorreu após graves suspeitas de irregularidades no Núcleo Prisional da Polícia Militar, localizado no bairro Monte das Oliveiras, zona Norte da capital. À época dos fatos, o major exercia a função de diretor da unidade prisional.

O Caso e a Operação Sentinela
A crise na unidade prisional militar eclodiu em fevereiro deste ano, quando uma vistoria extraordinária revelou uma situação alarmante: 23 policiais militares, que deveriam estar cumprindo prisão no local, não foram encontrados em suas celas.

O episódio motivou a deflagração da Operação Sentinela pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). As investigações apuram a existência de um esquema de facilitação para a saída irregular de detentos. Devido à gravidade das suspeitas, Galeno Edmilson chegou a ter a prisão preventiva decretada durante as fases iniciais do inquérito.

Inconformada com a exclusão administrativa assinada pelo Governo do Amazonas, a defesa do major impetrou um mandado de segurança. No dia 30 de março, o desembargador Délcio Luís Santos acolheu o pedido, permitindo que o militar seja reintegrado à tropa enquanto o mérito do processo é analisado em definitivo pelo Judiciário.

Andamento das Apurações
Apesar da reintegração judicial, o comando da PMAM e o Ministério Público reforçaram que a decisão não encerra as investigações. As apurações administrativas e criminais continuam em curso para identificar as falhas de gestão que permitiram a ausência dos presos; confirmar as responsabilidades diretas sobre a facilitação das fugas; analisar a conduta de outros servidores lotados na unidade.

A Polícia Militar ainda não se manifestou sobre qual função o oficial deverá desempenhar após o seu retorno oficial ao serviço ativo.

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