Manaus/São Paulo – Sob forte escolta policial, o investigador Melqui Galvão foi transferido de Manaus para o estado de São Paulo na noite de quinta-feira (7/5). O policial é o centro de uma investigação que apura crimes graves, incluindo estupro de vulnerável, invasão de dispositivo eletrônico, coação e ameaças.
Melqui desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos por volta das 21h35, em um voo comercial da Latam. Imagens do desembarque mostram o investigado algemado no banco traseiro de uma viatura, sendo conduzido imediatamente para os procedimentos legais após a chegada à capital paulista.
A transferência atende a uma determinação da Justiça de São Paulo, estado que centraliza parte das investigações e onde o mandado de prisão temporária foi expedido. Antes de ser encaminhado ao sistema prisional, Melqui passou pelo Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames de corpo de delito, protocolo obrigatório em transferências de custódia.
Série de Denúncias
O caso, que ganhou repercussão nacional após relatos de vítimas em redes sociais, já conta com ao menos sete denúncias formalizadas em diferentes regiões do Brasil. Os depoimentos descrevem um padrão de comportamento que envolveria crimes sexuais cometidos ao longo de vários anos; perseguição psicológica e ameaças às vítimas; uso de tecnologia para invasão de dispositivos e monitoramento.
Investigações sob sigilo
Devido à gravidade das acusações e ao fato de envolverem menores de idade, o processo tramita sob sigilo de Justiça. A Polícia Civil e o Ministério Público não descartam o surgimento de novas vítimas a partir da divulgação da prisão e transferência do investigador.
As autoridades paulistas e amazonenses seguem colaborando para reunir provas que sustentem o indiciamento final. Até o momento, a defesa do investigador não se pronunciou oficialmente sobre as acusações ou sobre a transferência para a unidade prisional em São Paulo.










