Manaus (AM) – O deputado federal Silas Câmara deve se licenciar do mandato por um período de três meses a partir desta terça-feira (14/4), abrindo espaço para que o vereador João Carlos assuma a vaga na Câmara dos Deputados. A movimentação ocorre em meio a um cenário de forte tensão interna no Republicanos no Amazonas.
A decisão ganhou novos contornos após a formalização de um ofício encaminhado por lideranças ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus, solicitando o afastamento do parlamentar. O documento foi recebido e assinado pela Executiva Nacional do partido, reforçando o peso político da articulação interna.
Nos bastidores, a licença é tratada como parte de um acordo dentro da legenda para dar visibilidade a João Carlos, primeiro suplente do partido, que deve assumir temporariamente o mandato em Brasília. A estratégia também visa fortalecer o projeto político do Republicanos para as eleições de 2026.
Apesar do discurso de alinhamento, aliados de Silas interpretam o movimento como um reposicionamento político que pode enfraquecê-lo dentro da sigla, em meio a disputas por influência e controle partidário no estado. A crise envolve divergências entre lideranças locais e nacionais, além de disputas internas por espaço e protagonismo.
A licença também marca um momento inédito na trajetória do parlamentar, que ocupa o cargo de deputado federal há mais de duas décadas e raramente se afastou do mandato.
Com a ida de João Carlos à Câmara Federal, o Republicanos promove uma espécie de “dança das cadeiras”, ampliando sua presença política e reposicionando lideranças. No entanto, o episódio evidencia um cenário de instabilidade interna que pode ter reflexos diretos na composição de forças do partido no Amazonas nos próximos meses.











