Manaus (AM) – Manaus amanheceu novamente encoberta por uma densa camada de fumaça nesta quarta-feira (9/9). O cenário, observado em diferentes regiões da capital, veio acompanhado de forte cheiro de fuligem e redução da visibilidade.
Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), consultados nas primeiras horas da manhã, apontaram níveis de qualidade do ar classificados como “péssimos” em diferentes estações de monitoramento. Os maiores registros de concentração de partículas finas (PM2,5) chegaram a 116,5 µg/m³, 115,9 µg/m³, 111,3 µg/m³ e 107,9 µg/m³.
Outros pontos da cidade apresentavam índices classificados como “muito ruim” e “ruim”, mostrando que a intensidade da poluição varia entre as regiões. O próprio SELVA ressalta que seus sensores de baixo custo servem como indicativo das condições locais de qualidade do ar.
A situação ocorre pelo segundo dia consecutivo. Segundo pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a mudança temporária na direção dos ventos favoreceu o transporte de fumaça de áreas de queimadas no Sul do Amazonas, Sul de Rondônia e Norte de Mato Grosso para Manaus. A estiagem também contribui para a permanência das partículas na atmosfera.
A concentração de fumaça acende o alerta principalmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, que podem sofrer maior impacto com a exposição ao material particulado.
A população deve evitar atividades físicas ao ar livre, principalmente nos períodos de maior concentração de fumaça, manter ambientes internos fechados sempre que possível e reforçar a hidratação.











