Mayra Dias denuncia abandono do Parque Sumaúma e cobra revitalização urgente

Parlamentar alerta que população da zona Norte sofre com falta de segurança e lazer; relatório técnico de 2025 já apontava deterioração crítica, mas governo segue sem executar melhorias.

Manaus (AM) – Único parque estadual localizado em área urbana na capital amazonense, o Parque Estadual Sumaúma, na zona Norte, tornou-se símbolo de descaso. A deputada estadual Mayra Dias (Avante) voltou a denunciar o estado de abandono da reserva e cobrar ações imediatas do Governo do Amazonas e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

As cobranças da parlamentar não são recentes. Desde 2024, Mayra Dias tem apresentado requerimentos e realizado visitas técnicas ao local. Em 2025, seu gabinete elaborou um relatório técnico detalhado que comprovou o cenário de degradação: esculturas destruídas, acessos precários, falta de iluminação e ausência de qualquer cronograma de atividades para os visitantes.

“Não é uma cobrança isolada. Estamos alertando o governo há dois anos sobre a situação do parque. O Estado precisa assumir sua responsabilidade com urgência para garantir um espaço público digno”, enfatizou a deputada.

Insegurança e lazer restrito

O abandono do Parque Sumaúma gera impactos diretos na qualidade de vida dos moradores, especialmente dos bairros Cidade Nova e adjacências. As principais consequências apontadas pela denúncia incluem risco à segurança, uma vez que áreas de mata sem manutenção e cercas deterioradas facilitam a ocorrência de crimes e afastam as famílias; falta de zelo compromete a fauna e flora de uma das poucas “ilhas verdes” que restam na zona Norte e a ausência de divulgação de horários e com estruturas físicas comprometidas, a população perde seu principal ponto de integração social e prática de exercícios.

Relatório técnico ignorado

A denúncia da deputada reforça que, embora o parque não esteja oficialmente “desativado”, na prática, o funcionamento é quase inexistente devido à falta de infraestrutura. O relatório de 2025 já recomendava a reforma das passarelas e a revitalização das áreas de convivência, mas até o início de 2026, nenhuma equipe de obras foi mobilizada para o local.

“Seguimos fiscalizando porque o problema persiste. Dois anos depois das primeiras cobranças formais, o Sumaúma continua no escuro. Educação e preservação ambiental se fazem com investimento real, não apenas no papel”, reforçou Mayra Dias.

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