Médico é preso em Amaturá acusado de estuprar adolescente de 12 anos durante consulta

Prisão preventiva foi cumprida pela 49ª DIP no interior do Amazonas; investigações apontam que o profissional de 39 anos pediu para a mãe sair da sala antes de cometer a violência.

Amaturá (AM) – A Polícia Civil do Amazonas, por meio da 49ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Amaturá (município a 909 quilômetros de Manaus), cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um médico de 39 anos. Ele é acusado pelo crime de estupro de vulnerável, praticado contra uma adolescente de 12 anos.

A prisão foi efetuada no bairro São Sebastião, na sede do município, após a expedição da ordem judicial decorrente das investigações conduzidas pela polícia local.

De acordo com as investigações, o crime aconteceu no dia 2 de julho de 2026, durante um atendimento médico na cidade. Conforme o relato apurado pela polícia, o médico realizou a consulta regular e, em seguida, pediu para que a mãe da paciente saísse da sala de atendimentos.

Ao ficar sozinho com a menina de 12 anos, o profissional teria se aproveitado da situação de vulnerabilidade e da autoridade médica para praticar a violência sexual. A denúncia formal chegou ao conhecimento das autoridades no dia 13 de julho de 2026.

Exame comprovou a violência contra a menor
Assim que o caso foi registrado na delegacia, a Polícia Civil acionou a rede de proteção à infância e à adolescência. A vítima foi submetida a uma escuta especializada, procedimento conduzido por assistentes sociais e psicólogos para colher o depoimento de forma humanizada e sem revitimização.

Além disso, a adolescente passou por exames periciais que, segundo a polícia, comprovaram a existência da violência sofrida no consultório. O conjunto de provas técnicas deu sustentação para que a Justiça decretasse a prisão preventiva do investigado.

Audiência de custódia e desdobramentos
Após ter o mandado de prisão cumprido, o médico foi conduzido à sede da 49ª DIP, onde foram realizados os procedimentos cabíveis. O homem passará por audiência de custódia, onde ficará à disposição do Poder Judiciário para responder ao processo penal.

O caso segue sob segredo de Justiça para resguardar a identidade e a integridade psicológica da vítima, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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