Ministro da Saúde cita crise do oxigênio em Manaus ao anunciar envio de ajuda humanitária à Venezuela

Alexandre Padilha reforça solidariedade bilateral e lembra apoio venezuelano durante colapso sanitário no Amazonas ao detalhar envio de insumos médicos ao país vizinho.

Brasília (DF) – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mencionou a grave crise do oxigênio em Manaus registrada no auge da pandemia de Covid-19 ao anunciar que o Brasil vai enviar insumos médicos e de diálise à Venezuela, em resposta a um pedido humanitário da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A declaração foi feita nesta semana em pronunciamentos oficiais sobre a situação de saúde no país vizinho diante dos impactos de um ataque militar que destruiu um centro de distribuição de medicamentos.

Ao justificar a colaboração, o ministro destacou a cooperação entre os dois países em momentos críticos, recordando que, em janeiro de 2021, durante o colapso do sistema de saúde em Manaus provocado pela falta de oxigênio, a Venezuela enviou caminhões com o insumo para auxiliar hospitais amazonenses. “Não podemos esquecer que, quando houve essa crise, vieram mais de 135 mil metros cúbicos de oxigênio que ajudaram a salvar vidas no Amazonas”, afirmou Padilha, reforçando o caráter humanitário e de reciprocidade da ajuda.

A iniciativa brasileira prevê o envio de medicamentos e insumos para tratamento de diálise, especialmente para os cerca de 16 mil pacientes venezuelanos que dependem desse atendimento, conforme estimativas do Ministério da Saúde. O ministro ressaltou que a mobilização será feita de forma a não comprometer o atendimento no Brasil, envolvendo estruturas do Sistema Único de Saúde (SUS) e parcerias com a iniciativa privada.

Padilha também afirmou que equipes de saúde brasileiras estão em prontidão na fronteira com a Venezuela, especialmente em Roraima, para responder a possíveis impactos decorrentes da crise regional, mantendo planos de contingência ativos. Ele garantiu que o Brasil está preparado para apoiar e ampliar, se necessário, a capacidade de atendimento à população venezuelana sem afetar o sistema de saúde brasileiro.

A postura do governo reforça a importância da cooperação internacional em situações emergenciais de saúde, destacando a troca de ajuda entre os países vizinhos em momentos de necessidade, como ocorrido durante o período mais crítico da pandemia no Amazonas.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *