Motorista da Eucatur é preso suspeito de matar colega a facadas por briga política em terminal de Manaus

Silvio Peixoto Machado atacou Nando Vieira Pontes pelas costas com golpes no pescoço após desentendimento partidário e ofensa na Cidade Nova.
Foto: Divulgação

Manaus (AM) – O motorista de transporte público Silvio Peixoto Machado, 42, foi preso em flagrante pela Polícia Civil acusado de assassinar a facadas o próprio colega de profissão, Nando Vieira Pontes, 44. O crime ocorreu na madrugada desta terça-feira (1º/9), dentro do terminal de ônibus da Praça do Núcleo 15, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.

A vítima, que era motorista da empresa Eucatur, preparava-se para iniciar a primeira viagem do dia quando foi surpreendida pelo agressor. Segundo relatos de testemunhas e trabalhadores que presenciaram a cena, a tragédia foi motivada por um desentendimento banal iniciado por divergências políticas no local de trabalho.

Ataque pelas Costas e Motivação Fútil
Conforme informações colhidas na cena do crime, a discussão esquentou durante o debate político entre os dois condutores. Em meio ao bate-boca, Nando teria proferido ofensas pessoais chamando Silvio de “corno”.

Pouco depois do desentendimento verbal, o suspeito armou-se com uma faca, aproximou-se da vítima pelas costas e desferiu diversos golpes diretos. Os ferimentos atingiram a região dorsal e o pescoço de Nando, perfurando a artéria jugular e causando hemorragia severa. Apesar do desespero dos colegas em prestar os primeiros socorros, o motorista da Eucatur não resistiu e morreu no local.

Investigação e Prisão
Logo após o ataque, equipes da Polícia Militar realizaram a contenção do perímetro e efetuaram a prisão de Silvio Peixoto Machado, conduzindo-o à unidade policial.

A faca utilizada no homicídio foi apreendida. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da dinâmica criminosa, fundamentando o indiciamento por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O preso permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.

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