Manaus (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) fixou um prazo de 15 dias para que a concessionária Âmbar Energia preste esclarecimentos sobre a adequação técnica do uso de fios e cabos de alumínio diante do clima equatorial e das altas temperaturas registradas no estado. A determinação foi formalizada na terça-feira (22/9), durante reunião de instrução de inquérito civil conduzida pelas 51ª e 81ª Promotorias de Justiça Especializadas na Proteção e Defesa do Consumidor (Prodecon).
No encontro, o órgão ministerial exigiu que a empresa se manifeste sobre laudos técnicos apresentados pelo Corpo de Bombeiros Militar e pelo Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem-AM). Além disso, a Âmbar deverá comprovar o cumprimento de uma recomendação conjunta emitida no dia 11 de setembro, que proíbe alterações na rede que provoquem a interrupção do serviço sem o aviso prévio e detalhado aos consumidores atingidos.
Cobrança por respostas imediatas e custos na tarifa
A atuação do MPAM busca conter transtornos recorrentes no fornecimento de energia e avaliar o impacto financeiro das mudanças estruturais na conta de luz da população.
“Temos questões urgentes para resolução, principalmente com relação ao processo de troca da fiação pública, os possíveis riscos relacionados e o reflexo em termos de custos na tarifa. É importante que a empresa tenha um planejamento a longo prazo, como o que nos foi apresentado, mas a população precisa de respostas e de soluções imediatas”, afirmou a promotora de Justiça Sheyla Andrade dos Santos, titular da 81ª Prodecon.
Plano de R$ 5,5 bilhões até 2031
Durante a reunião, representantes da Âmbar Energia expuseram o planejamento estratégico da concessionária para responder ao crescimento da demanda e aprimorar a prestação do serviço na região. O plano de ação contempla um aporte financeiro de R$ 5,5 bilhões previsto para o período de 2026 a 2031.
A proposta da empresa está estruturada em cinco eixos centrais: expansão da rede para suportar o aumento do consumo; aplicação dos investimentos bilionários; modernização tecnológica com combate a fraudes; evolução nos indicadores de qualidade; e aprimoramento do monitoramento 24 horas com atendimento prioritário aos clientes.
O Ministério Público aguardará o envio das justificativas técnicas no prazo estipulado para definir as próximas medidas cabíveis no inquérito.










