Museu de cera em Paris apresenta estátua de Lady Di com icônico “vestido da vingança”

Foto: Christophe Ena/AP

Paris – Paris voltou a reverenciar a memória da princesa Diana. O tradicional Museu Grévin revelou, nesta quinta-feira (20), uma nova estátua de cera da eterna Princesa de Gales, vestida com a célebre roupa que ficou conhecida como “vestido da vingança”. A peça replica o traje preto usado por Diana em 1994, no mesmo dia em que o então príncipe Charles admitiu publicamente ter sido infiel.

A iniciativa partiu do diretor do museu, que, após visitar Londres, considerou insatisfatória a semelhança da versão exibida no Madame Tussauds. A partir disso, encomendou uma escultura própria, que agora integra a coleção de figuras históricas e culturais do Grévin, fundado no século XIX.

A estátua, produzida em tamanho real, traz Diana com o vestido ombro a ombro, salto alto, colar de pérolas e bolsa pequena — elementos que marcaram um dos momentos mais emblemáticos de sua trajetória pública. O look, visto à época como um gesto de afirmação pessoal, ganhou ainda mais notoriedade ao longo dos anos.

A homenagem carrega simbolismo especial para os franceses: Diana, carinhosamente chamada de “Lady Di”, morreu em Paris em 1997, após um acidente de carro em um túnel próximo ao rio Sena. Sua história permanece viva na cidade, onde fãs ainda deixam flores e mensagens em memoriais informais.

A data escolhida para a revelação também tem significado. Neste ano, completam-se 30 anos da entrevista histórica concedida por Diana ao programa “Panorama”, da BBC, que abalou a imagem da família real britânica.

Espectadores e críticos já observaram que a peça foi estrategicamente posicionada longe das figuras de Charles e da rainha Elizabeth II, presentes no museu. Para muitos, um gesto sutil que reforça o caráter independente da representação.

A escritora francesa Christine Orban, autora do romance Mademoiselle Spencer, afirmou que o vestido simboliza uma virada na vida de Diana. “Era um desafio às convenções da realeza. Preto só era usado em funerais, e ela apareceu deslumbrante, forte, decidida a ser vista”, comentou.

A novidade rapidamente chamou a atenção dos parisienses. “Mesmo adulto, lembrar de Diana ainda traz emoções. Paris nunca a esqueceu”, disse Julien Martin, de 38 anos. Para a estudante Lina Ben Amar, de 24 anos, Diana “representa a primeira princesa moderna — glamorosa, humana e vulnerável”.

A nova figura divide espaço com outra personalidade marcante que também morreu em Paris: Maria Antonieta, reforçando o laço entre o museu e as figuras históricas que marcaram a capital francesa.

Se quiser, posso preparar uma versão mais curta, mais opinativa ou com foco turístico.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *